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Galo da Fraternidade abre o Carnaval 2026 no Recife

Galo da Fraternidade abre o Carnaval 2026 no Recife com alegoria sustentável de 32 metros na Ponte Duarte Coelho, unindo tradição e tecnologia.

Galo da Madrugada
Alegoria homenageia Dom Helder, une tecnologia e sustentabilidade e fica exposta até 22 de fevereiro. Foto:  Edson Holanda

O Galo da Fraternidade marcou oficialmente a abertura do Carnaval 2026 no Recife na manhã desta terça-feira (11), ao ser içado na Ponte Duarte Coelho, no centro da capital pernambucana. Com 32 metros de altura e cerca de oito toneladas, a alegoria passa a integrar a paisagem urbana até o dia 22 de fevereiro, período em que simboliza o início do ciclo momesco na cidade.

A estrutura, que se tornou um dos principais ícones do calendário cultural do Recife, reúne elementos de tradição, inovação tecnológica e sustentabilidade. Neste ano, o tema presta homenagem a Dom Helder Câmara, reconhecido por sua atuação pastoral e defesa dos direitos humanos.

Cerimônia reúne expressões culturais

A subida do Galo da Fraternidade foi acompanhada por apresentações artísticas que representaram diferentes manifestações do Carnaval pernambucano. Participaram da programação nomes como Getúlio Cavalcanti, o Bloco das Ilusões, o Canindé do Recife, os Clarins de Ouro de Pernambuco, além da Orquestra Som Brasil/Trio Som Brasil e da Cia de Dança Perna de Palco.

O evento contou com a presença do prefeito do Recife, João Campos, que destacou o simbolismo da alegoria. Segundo ele, a mensagem deste ano reforça valores como paz, amor e compaixão durante a folia.

O vice-prefeito Victor Marques também ressaltou o planejamento da gestão municipal para a realização da festa, enfatizando a organização e o caráter democrático do Carnaval.

Sustentabilidade e inovação no Galo da Fraternidade

Assinada por Leopoldo Nóbrega, em parceria com Germana Xavier, a escultura mantém a proposta de sustentabilidade adotada em edições anteriores. A indumentária foi confeccionada com materiais descartados e recicláveis, como garrafas PET, lonas, CDs, redes de pesca e resíduos marítimos.

Além disso, o projeto incorpora elementos tecnológicos. Estrelas da bandeira brasileira foram produzidas em impressoras 3D por núcleos comunitários, enquanto detalhes em LED e componentes eletrônicos reaproveitados compõem a estrutura visual.

Segundo a Secretaria de Cultura do Recife, a proposta dialoga com o tema “Recife, Carnaval do Futuro”, conectando tradição e inovação.

Arte, saúde mental e participação social

A edição 2026 do Galo da Fraternidade também destaca a saúde mental como eixo simbólico. Parte da indumentária foi desenvolvida em oficinas de arteterapia com usuários de políticas públicas municipais. A iniciativa foi inspirada no pensamento de Nise da Silveira, que defendia a arte como ferramenta terapêutica.

De acordo com a gestão municipal, a ação integrou as áreas de cultura, saúde e assistência social. Especialistas apontam que práticas artísticas podem contribuir para fortalecimento de vínculos sociais e promoção do bem-estar emocional.

Impacto cultural e turístico

O secretário de Turismo do Recife, Thiago Angelus, afirmou que a subida do Galo da Fraternidade consolidou-se como evento turístico relevante, reunindo milhares de pessoas.

Para moradores, a mudança no formato da cerimônia — antes realizada de madrugada — ampliou o acesso do público. A foliã Eliane Abreu relatou que a abertura diurna tornou o momento mais inclusivo e participativo.

O Carnaval do Recife é considerado um dos maiores do país em volume de apresentações culturais gratuitas. Segundo dados da Prefeitura, a programação reúne centenas de polos descentralizados, fortalecendo a economia criativa e o setor de serviços.

Intervenção urbana reforça identidade visual

Além da alegoria principal, o Gabinete de Inovação Urbana (GIURB) promoveu intervenções artísticas na base do Galo, com pinturas assinadas pelos artistas Marquinhos ATG e Véio.

As obras dialogam com o conceito “Recife, Carnaval do Futuro” e buscam integrar arte urbana à paisagem do centro histórico. Especialistas em urbanismo destacam que intervenções culturais podem contribuir para valorização do espaço público e atração de visitantes.

Contexto histórico

O Galo é tradicionalmente associado ao Galo da Madrugada, considerado um dos maiores blocos carnavalescos do mundo. A instalação da alegoria gigante tornou-se, nos últimos anos, um marco simbólico da abertura do Carnaval recifense.

A cada edição, o projeto adota temáticas diferentes, dialogando com questões sociais, culturais e ambientais. A proposta de 2026 amplia esse debate ao integrar sustentabilidade, tecnologia e saúde mental.

A subida do Galo da Fraternidade consolida-se como um dos principais marcos do Carnaval 2026 no Recife, reunindo tradição popular, inovação tecnológica e compromisso socioambiental.

Ao homenagear Dom Helder Câmara e integrar práticas sustentáveis e artísticas, a alegoria amplia o significado da festa além da celebração. Ao mesmo tempo, reforça o papel do Carnaval como expressão cultural, motor econômico e espaço de convivência coletiva.

Com exposição prevista até 22 de fevereiro, o Galo da Fraternidade permanece como símbolo da abertura oficial da folia, convidando moradores e turistas a participar de um Carnaval que se propõe democrático, inclusivo e plural.

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