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Teremos problemas com falta de vacinas até julho, diz presidente do Conass

Em entrevista à CNN, Carlos Lula disse estar preocupado com a chegada do IFA para a produção dos imunizantes

Doses da Coronavac sendo produzidas no Instituto Butantan (14.jan.2021)
Foto: CNN Brasil

CNN - Com ao menos 12 capitais com a vacinação contra a Covid-19 parcialmente paralisada por falta de doses, a tendência é de que o quadro seja ainda pior nos próximos meses. Esta é a avaliação do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (10).

“Infelizmente isso ainda pode piorar nas próximas semanas. A gente acredita que a partir de julho devemos acelerar o processo de vacinação, mas, até lá, teremos muitos problemas”, disse.

O presidente do Conass expressou preocupação com os atrasos na exportação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), principal insumo para a produção das vacinas Coronavac e de Oxford/AstraZeneca.

Segundo ele, as falas do presidente Jair Bolsonaro sobre a China, na semana passada, causaram “muita preocupação”, já que o país é “o principal fornecedor de insumos para os imunizantes.”

Carlos Lula também lamentou o momento em que a CPI da Pandemia foi instalada, embora entenda os motivos para que ela ocorra.

Carlos Lula, secretário estadual de saúde do Maranhão e presidente do Conass (30.abr.2021)
Foto: CNN Brasil

Para ele, o Ministério da Saúde está mais focado na Comissão do que no enfrentamento à Covid: “O que a gente sentiu é que a intensificação da disputa na CPI desfoca o Ministério da Saúde. Boa parte das decisões que poderiam ter sido tomadas na semana passada se perdeu diante dos holofotes jogados à Comissão.”

O presidente do Conass defendeu que o Brasil deveria instituir barreiras sanitárias em portos e aeroportos para impedir a entrada de variantes do coronavírus. Segundo ele, uma terceira onda no país aliada a uma nova cepa seria “um desastre.”

“Fizemos um pedido para posicionamento [sobre as barreiras sanitárias] com urgência para o Ministério da Saúde e a Anvisa, mas nenhum se pronunciou. [Neste momento] tem de se ter menos burocracia e mais agilidade”, disse Carlos Lula.

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