Baile Municipal do Recife celebra 60 anos com frevo, cultura popular e solidariedade, reunindo artistas consagrados e renda beneficente.
| Evento celebra 60 anos do Baile Municipal do Recife neste sábado. Foto: Edson Holanda/Prefeitura do Recife |
O Baile Municipal do Recife celebrou, neste sábado (7), sua 60ª edição, consolidando-se como o evento carnavalesco mais antigo e emblemático da capital pernambucana. Com uma programação marcada pelo frevo, pela diversidade musical e pela valorização da cultura popular, a noite também reafirmou o caráter solidário do baile, cuja renda é integralmente destinada a instituições beneficentes que atuam no Recife.
Realizado ao longo de mais de sete horas ininterruptas de apresentações, o Baile Municipal do Recife reuniu mais de 20 atrações, entre artistas pernambucanos e nomes de destaque da música brasileira. A proposta do evento manteve o equilÃbrio entre tradição e contemporaneidade, reunindo diferentes gerações em torno da celebração do Carnaval.
O prefeito do Recife, João Campos, participou da celebração e destacou a relevância histórica do baile para a cidade. Segundo ele, o evento representa não apenas uma festa, mas um marco da identidade cultural recifense.
A origem do Baile Municipal remonta à década de 1960, quando a primeira edição foi idealizada pelo ex-governador Miguel Arraes. Desde então, o evento se consolidou como um espaço de valorização do frevo e da música popular, além de manter um compromisso social contÃnuo ao longo de suas seis décadas de existência.
Abertura com tradição e memória musical
A abertura da 60ª edição ficou a cargo da Orquestra Popular do Recife, sob a regência do maestro Ademir Araújo. O momento foi marcado pela participação de Claudionor Germano, reconhecido como um dos principais intérpretes do frevo e presença constante em todas as edições do baile, além de Nonô Germano.
Na sequência, o maestro Spok conduziu sua orquestra em um repertório que dialogou com diferentes vertentes da música pernambucana. O palco também recebeu o maestro Duda, que, aos 90 anos, regeu a orquestra, e o cantor Lenine, um dos homenageados do Carnaval 2026, reforçando a conexão entre tradição e renovação artÃstica.
| Baile Municipal do Recife completa 60 edições em clima de Carnaval. Foto: Edson Holanda |
Encontro de ritmos e diversidade cultural
Um dos pontos altos da noite foi a participação inédita de Carlinhos Brown, que promoveu um encontro simbólico entre Pernambuco e Bahia. A apresentação combinou frevo, axé e percussão, em uma performance compartilhada com o Coral Edgar Moraes, destacando o diálogo entre culturas populares brasileiras.
A programação contou ainda com apresentações dos Guerreiros do Passo, do maestro Forró e da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, além de artistas como Otto, Larissa Lisboa, Elba Ramalho, Priscila Senna, Gerlane Lops, Marron Brasileiro, Nena Queiroga e Almir Rouche. O conjunto de atrações reforçou a pluralidade musical que caracteriza o Baile Municipal do Recife.
Compromisso social mantido ao longo dos anos
Além do aspecto cultural, o evento manteve seu compromisso social, destinando integralmente a renda arrecadada a instituições beneficentes que prestam serviços à população recifense. Esse modelo, adotado desde as primeiras edições, reforça o caráter solidário do baile e amplia o impacto social da celebração.
Para os foliões, a experiência vai além do entretenimento. Manoel da Silva, que participa do evento há anos, destacou o sentimento de pertencimento proporcionado pela festa. Segundo ele, o baile representa uma oportunidade de vivenciar a cultura local em um ambiente que reúne pessoas de diferentes idades e origens.
Tradição que atravessa gerações
Ao completar 60 edições, o Baile Municipal do Recife reafirma seu papel como um dos principais sÃmbolos do Carnaval da cidade. A longevidade do evento reflete a capacidade de preservar tradições, ao mesmo tempo em que se renova por meio de novos artistas, formatos e diálogos culturais.
Mais do que uma festa, o baile se mantém como um espaço de encontro entre memória, música e compromisso social, reforçando a importância da cultura popular como elemento central da identidade recifense.
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