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Túlio Gadêlha avalia migrar para a federação PRD-Solidariedade

Túlio Gadêlha avalia convite da Federação PRD-Solidariedade após saída de Marília Arraes e disputa interna entre Rede e PSOL.

Túlio Gadelha
Federação PRD-Solidariedade convida Túlio Gadêlha. Foto: Divulgação

O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE) ganhou uma nova alternativa partidária para tentar a reeleição em 2026. Após a saída da ex-deputada federal Marília Arraes da Federação PRD-Solidariedade, formalizada na última sexta-feira, o parlamentar recebeu convite oficial para integrar o bloco.

A possível mudança ocorre em meio a um cenário político ainda em formação no estado. Gadêlha atualmente integra a Rede Sustentabilidade, que compõe federação com o PSOL. No entanto, divergências internas e disputas por protagonismo têm tensionado a aliança em Pernambuco. O deputado tem até 4 de abril para comunicar sua decisão.

Disputa interna no Rede-PSOL pressiona cenário

No último dia 18, a Rede lançou o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, como pré-candidato ao governo do estado. Na mesma ocasião, anunciou o ex-deputado Paulo Rubem Santiago como pré-candidato ao Senado.

As duas movimentações, no entanto, esbarraram em nomes já colocados pelo PSOL. O partido apresentou o ex-vereador Ivan Moraes para o governo estadual e a vereadora do Recife Jô Cavalcanti como pré-candidata ao Senado.

A duplicidade de candidaturas dentro da federação criou um ambiente de incerteza. Lideranças ouvidas reservadamente afirmam que o impasse precisará ser resolvido por meio de diálogo interno ou por instâncias nacionais das legendas.

Enquanto isso, a situação reforça a percepção de que a permanência de Gadêlha na federação pode depender da definição de estratégias conjuntas para 2026.

Federação PRD-Solidariedade surge como alternativa

A Federação PRD-Solidariedade passou a ser vista como alternativa viável após a saída de Marília Arraes do bloco. A ex-deputada vinha sendo apontada como possível candidata ao Senado, o que poderia reduzir espaço político para outras lideranças.

Sem essa “sombra”, aliados de Gadêlha avaliam que o caminho se tornou mais aberto.

Caso aceite o convite, o deputado poderá assumir papel de liderança estadual na federação. Atualmente, o bloco é presidido em Pernambuco pelo prefeito de São Caetano, Josafá Almeida.

Josafá já declarou publicamente que não tem apego ao comando formal da federação e que seu foco é estruturar chapas competitivas para deputado federal e estadual. Entre os objetivos citados estão a reeleição de Luciano Bivar, do próprio Gadêlha, e a eleição de Jobson Almeida para a Assembleia Legislativa.

PDT deixa de ser alternativa

Antes do convite da Federação PRD-Solidariedade, Gadêlha vinha dialogando com o PDT, presidido nacionalmente por Carlos Lupi.

O cenário, entretanto, mudou após o PDT abrir espaço para filiação de Marília Arraes, com a possibilidade de disputar uma das vagas ao Senado. Lupi, inclusive, tenta articular reunião com o prefeito do Recife, João Campos, nos próximos dias. O objetivo seria discutir a composição de uma futura chapa majoritária.

Integrantes próximos a Gadêlha avaliam que, caso Marília opte por disputar o Senado, o PDT tenderia a concentrar esforços nessa construção, o que reduziria o espaço estratégico para o deputado.

Por outro lado, há quem acredite que Marília possa rever os planos e tentar retornar à Câmara Federal, o que também alteraria a configuração do tabuleiro político.

Impactos na disputa proporcional

Especialistas em direito eleitoral lembram que, nas eleições proporcionais, a formação de federações e chapas competitivas é determinante para alcançar o quociente eleitoral.

Nesse contexto, a decisão de Gadêlha pode ter impacto direto não apenas em sua campanha, mas também na composição de forças para a Câmara dos Deputados em Pernambuco.

Ao mesmo tempo, a permanência no Rede-PSOL permitiria ao deputado manter coerência com a trajetória construída nos últimos anos, marcada por pautas ambientais e sociais.

Já a eventual ida para a Federação PRD-Solidariedade pode oferecer maior autonomia local e possibilidade de coordenação direta da estratégia eleitoral.

Prazo e próximos passos

O prazo final para definição é 4 de abril. Até lá, as articulações devem se intensificar.

Nos bastidores, aliados defendem que a escolha deve considerar viabilidade eleitoral, coerência programática e projeção política a médio prazo.

Enquanto isso, lideranças do Rede e do PSOL trabalham para reduzir tensões internas. Já o PDT mantém diálogo aberto com diferentes atores do cenário estadual.

A saída de Marília Arraes da Federação PRD-Solidariedade abriu nova possibilidade para Túlio Gadêlha na disputa pela reeleição.

O deputado avalia convite formal para assumir protagonismo na federação, enquanto enfrenta cenário de disputa interna no Rede-PSOL.

O PDT, antes alternativa, perdeu força após priorizar espaço para Marília.

A decisão, que precisa ser tomada até 4 de abril, pode influenciar o desenho das chapas proporcionais e majoritárias em Pernambuco para 2026.

Até lá, o cenário permanece em aberto.

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