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Financiamentos do BNB crescem 73% em PE

Financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco crescem 73% em quatro anos, impulsionando setores como indústria, agricultura e infraestrutura.

BNB
Programas de microcrédito registram crescimento no meio urbano e rural em Pernambuco. Foto: Heudes Regis

Os financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco registraram crescimento de 73% entre 2022 e 2025, segundo dados divulgados pela instituição. Em 2025, o volume total contratado chegou a R$ 7,83 bilhões, impulsionado por recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e capital próprio.

Na comparação com 2024, o aumento foi de 24,9%, indicando aceleração recente na concessão de crédito. Desse total, R$ 5,6 bilhões tiveram origem no FNE, principal instrumento de financiamento do banco para a região.

Expansão do crédito acompanha atividade econômica

De acordo com o Banco do Nordeste, o crescimento dos financiamentos está associado ao aquecimento da atividade econômica no estado. Setores estratégicos apresentaram expansão relevante, contribuindo para o aumento da demanda por crédito.

Segundo o superintendente estadual da instituição, Hugo Luiz de Queiroz, áreas como indústria, infraestrutura e agricultura tiveram papel central nesse avanço. A indústria registrou aumento de 25% nas contratações, enquanto a infraestrutura teve alta de 171%. Já a agricultura cresceu 41% no período analisado.

Esse movimento, segundo o banco, gera efeitos indiretos em outros segmentos, criando uma cadeia de investimentos que tende a ampliar o impacto econômico no estado.

Micro e pequenas empresas ampliam participação

Outro destaque no crescimento dos financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco foi o desempenho das micro e pequenas empresas (MPE). Em 2025, o segmento ultrapassou R$ 1 bilhão em contratações, com aumento de cerca de 10% em relação ao ano anterior.

Além disso, aproximadamente 75% dos recursos destinados às MPE foram aplicados em investimentos, o que pode indicar maior confiança dos empresários na expansão de seus negócios.

Especialistas apontam que o acesso ao crédito é um dos principais fatores para o fortalecimento desse segmento, considerado relevante na geração de emprego e renda.

Programas de microcrédito crescem no estado

Os programas de microcrédito orientado também apresentaram desempenho positivo em Pernambuco. O Crediamigo, voltado para empreendedores urbanos, desembolsou R$ 1,04 bilhão em 2025, com crescimento de 24,4% em comparação ao ano anterior.

Já o Agroamigo, direcionado ao meio rural, registrou expansão ainda mais expressiva, com alta de 54% e volume contratado de R$ 1,03 bilhão.

De acordo com o banco, esses programas têm como objetivo ampliar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores e agricultores familiares, promovendo inclusão produtiva e desenvolvimento local.

FNE deve ampliar investimentos em 2026

Para 2026, a expectativa é de continuidade no crescimento dos financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco. O FNE prevê a contratação de R$ 6,27 bilhões no estado, o que representa aumento de 12,1% em relação ao volume contratado em 2025.

Nos últimos anos, o fundo tem apresentado expansão consistente. Entre 2024 e 2025, por exemplo, o crescimento foi de 60%, consolidando o FNE como principal fonte de recursos para setores como infraestrutura, agricultura, pecuária, indústria e turismo.

Pontos de atenção e desafios

Apesar dos dados positivos, analistas destacam que o crescimento do crédito deve ser acompanhado de avaliação sobre a qualidade dos investimentos e a capacidade de retorno dos projetos financiados.

Além disso, fatores como cenário econômico nacional, taxas de juros e condições fiscais podem influenciar a sustentabilidade desse ritmo de expansão nos próximos anos.

O avanço de 73% nos financiamentos do Banco do Nordeste em Pernambuco entre 2022 e 2025 reflete o aquecimento da economia estadual e o aumento da demanda por crédito. Com destaque para indústria, infraestrutura e microempresas, os dados indicam um cenário de expansão. Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam a importância de monitorar os impactos e a sustentabilidade desse crescimento no médio prazo.

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