Datafolha em Pernambuco mostra João Campos à frente de Raquel Lyra, com disputa ainda aberta e alto índice de indecisos para 2026.
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| Levantamento mostra João Campos à frente de Raquel Lyra no cenário estimulado. Foto: Divulgação |
A mais recente pesquisa Datafolha em Pernambuco, divulgada em abril de 2026, indica um cenário competitivo na disputa pelo Governo do Estado. O levantamento mostra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na liderança no cenário estimulado, seguido pela governadora Raquel Lyra (PSD).
De acordo com os dados, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, João Campos aparece com cerca de 50% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra aproximadamente 38%. Outros nomes somam percentuais menores, e os votos brancos, nulos e indecisos ainda representam uma parcela relevante do eleitorado.
O levantamento foi realizado pelo Datafolha, um dos principais institutos de pesquisa do país, e divulgado pelo portal G1.
Cenário espontâneo mostra equilíbrio
Diferença diminui sem lista de candidatos
No cenário espontâneo, quando os entrevistados não recebem uma lista prévia de nomes, o quadro muda. Raquel Lyra aparece numericamente à frente, com cerca de 28%, enquanto João Campos tem aproximadamente 26%.
Esse tipo de levantamento mede o grau de lembrança do eleitor. Além disso, chama atenção o percentual elevado de indecisos, que chega a cerca de 36%, indicando que uma parte significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto.
Especialistas em análise eleitoral apontam que esse cenário sugere uma disputa ainda em construção, com espaço para mudanças ao longo da pré-campanha.
Rejeição pode influenciar a disputa
Índices semelhantes entre os principais nomes
Outro dado relevante da pesquisa Datafolha em Pernambuco diz respeito à rejeição dos pré-candidatos. João Campos e outros nomes aparecem com índices próximos, enquanto Raquel Lyra apresenta um percentual menor nesse indicador.
Na prática, a rejeição mede o número de eleitores que afirmam não votar em determinado candidato de forma alguma. Esse fator pode ser decisivo em cenários de segundo turno, caso a eleição avance para essa etapa.
Analistas políticos destacam que um índice de rejeição mais baixo pode favorecer a ampliação de alianças e facilitar o crescimento ao longo da campanha.
Contexto político e possíveis cenários
A disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 ocorre em um cenário político marcado por rearranjos partidários e fortalecimento de lideranças regionais. João Campos, herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, tem ampliado sua visibilidade à frente da Prefeitura do Recife.
Por outro lado, Raquel Lyra busca consolidar sua gestão estadual como principal ativo político, apostando na capilaridade administrativa e no contato direto com os municípios.
Além disso, o cenário ainda pode sofrer alterações com a entrada de novos nomes ou formação de alianças partidárias, o que tende a impactar diretamente os números apresentados nas pesquisas.
Leitura dos dados: eleição ainda indefinida
Apesar da vantagem de João Campos no cenário estimulado, o alto índice de indecisos e o equilíbrio observado no cenário espontâneo indicam que a disputa está longe de definida.
Em geral, pesquisas realizadas com antecedência superior a um ano das eleições captam tendências iniciais, mas não refletem necessariamente o resultado final. Fatores como campanha eleitoral, debates, alianças e conjuntura econômica podem influenciar o comportamento do eleitorado.
A pesquisa Datafolha em Pernambuco revela um cenário com liderança clara de João Campos no momento, mas ainda aberto a mudanças. A presença de muitos indecisos e o equilíbrio na lembrança espontânea mostram que a corrida eleitoral para 2026 permanece em fase inicial.
Diante disso, o quadro atual deve ser interpretado como um retrato do momento, e não como definição do resultado. A tendência é de intensificação da disputa nos próximos meses, à medida que os pré-candidatos avancem na construção de suas estratégias políticas.

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