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Lula sanciona lei da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil

Lula sanciona lei que regulamenta a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, define regras do evento e prevê legado social e econômico.

Copa Feminina 2027
Brasil estabelece marco legal para realização do Mundial Feminino. Foto: Lívia Villas Boas/CBF 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.421, de 1º de junho de 2026, que estabelece o marco legal para a realização da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil. A legislação reúne as medidas necessárias para a organização do maior evento esportivo feminino do planeta e formaliza garantias apresentadas pelo país durante o processo de candidatura junto à FIFA.

A competição será disputada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027 e marcará um momento histórico para o continente. Pela primeira vez, a Copa do Mundo Feminina será realizada na América do Sul.

As cidades-sede confirmadas são: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Segundo estimativas divulgadas pelo Governo Federal, o evento poderá atrair mais de três milhões de torcedores e gerar impactos positivos para setores como turismo, serviços, mobilidade urbana e economia local.

O que prevê a nova lei

A legislação regulamenta diversos aspectos considerados essenciais para a realização da competição.

Entre os principais pontos estão:

Venda e revenda de ingressos

A lei estabelece regras específicas para comercialização de ingressos, buscando garantir transparência e segurança para os consumidores.

Facilitação de vistos

O texto prevê procedimentos simplificados para concessão de vistos a atletas, membros de delegações, profissionais credenciados e visitantes estrangeiros.

Trabalho e voluntariado

A legislação também disciplina a atuação de trabalhadores temporários e voluntários vinculados à organização do evento.

Segurança pública

Uma das medidas previstas é a criação de uma Força-Tarefa Nacional de Segurança, coordenada pela Polícia Federal, responsável pelo planejamento e supervisão das ações de proteção durante o torneio.

Além disso, caberá à União coordenar as ações governamentais em parceria com estados, Distrito Federal e municípios.

Governo destaca legado social e econômico

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o país pretende construir um legado que vá além da realização da competição.

Segundo o ministro, a preparação para o Mundial Feminino envolve investimentos e políticas voltadas à inclusão social, fortalecimento do esporte e geração de oportunidades para meninas e mulheres.

A legislação incorpora princípios relacionados à promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no esporte, ao combate à discriminação e à ampliação da participação feminina em diferentes áreas do futebol, incluindo gestão, arbitragem, formação técnica e prática esportiva.

Recife se prepara para receber jogos do Mundial

Entre as cidades escolhidas para sediar partidas da Copa do Mundo Feminina 2027, Recife terá papel de destaque na competição.

A capital pernambucana já possui experiência na realização de grandes eventos esportivos internacionais e deverá receber investimentos e ações voltadas à mobilidade, turismo e recepção de visitantes.

Especialistas apontam que eventos esportivos desse porte costumam gerar aumento na ocupação hoteleira, movimentação do comércio local e fortalecimento da imagem turística das cidades anfitriãs.

Homenagem às pioneiras do futebol feminino

Outro ponto previsto na Lei nº 15.421 é o reconhecimento financeiro a atletas que contribuíram para o desenvolvimento do futebol feminino brasileiro em momentos de menor visibilidade da modalidade.

A legislação autoriza o pagamento de R$ 500 mil para cada jogadora da seleção brasileira que conquistou a medalha de bronze no Torneio Internacional Feminino da FIFA de 1988 e participou da Copa do Mundo Feminina de 1991.

A medida busca valorizar atletas consideradas pioneiras na construção da trajetória do futebol feminino nacional.

Entre os nomes homenageados estão ex-jogadoras que integraram as seleções brasileiras das décadas de 1980 e 1990, período marcado por desafios estruturais e baixa visibilidade para a modalidade.

Primeira Copa Feminina na América do Sul

A realização da Copa do Mundo Feminina 2027 representa um marco para o futebol sul-americano.

Além do aspecto esportivo, o evento é visto por especialistas como uma oportunidade para ampliar investimentos no futebol feminino, fortalecer programas de formação de atletas e aumentar a participação de meninas em atividades esportivas.

Nos últimos anos, o futebol feminino registrou crescimento de público, audiência e investimentos em diversas partes do mundo, tornando-se uma das modalidades com maior expansão no cenário esportivo internacional.

Com a sanção da Lei nº 15.421, o Brasil avança oficialmente na preparação para sediar a Copa do Mundo Feminina 2027. A legislação estabelece regras para a organização do torneio, reforça mecanismos de segurança e logística, promove ações voltadas à igualdade de gênero e reconhece atletas que ajudaram a construir a história do futebol feminino brasileiro.

A competição será realizada entre junho e julho de 2027 e terá Recife entre as cidades que receberão partidas do maior evento do futebol feminino mundial.

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