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Estupro coletivo em escola municipal choca Cabo de Santo Agostinho

Polícia Civil investiga denúncia de estupros coletivos contra duas adolescentes dentro de escola municipal no Cabo. Prefeitura afirma que adotou medidas.

Escola Municipal Madre Iva Bezerra de Araújo
Escola do Cabo apura denúncia de estupro coletivo contra adolescentes. Foto: Google Streat

Segundo a advogada das adolescentes, Luanny Porto, um dos casos ocorreu na segunda-feira (3), durante o intervalo das aulas.

De acordo com a defesa, as duas estudantes permaneciam na sala durante o recreio porque sofriam bullying. Nesse período, os colegas as derrubavam, agrediam fisicamente e praticavam os abusos.

A advogada afirmou que, após uma das adolescentes denunciar o crime, a outra também revelou ter sido vítima das mesmas agressões.

O relato da defesa

Segundo Luanny Porto, uma das vítimas comunicou o caso à direção da escola.

Ainda conforme a advogada, a diretora informou que resolveria a situação, mas não teria comunicado imediatamente a família da adolescente.

A defesa afirma que, no dia seguinte, a estudante enviou uma mensagem pedindo socorro à mãe, que foi até a escola e tomou conhecimento do caso.

Segundo a advogada, nesse momento a diretora teria dito que a aluna não deveria ter contado sobre o ocorrido.

O que diz a Prefeitura do Cabo

Em nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia, adotou todas as medidas cabíveis para garantir a proteção das possíveis vítimas e a apuração dos fatos.

Segundo a gestão municipal, as estudantes estão sendo acolhidas e recebem acompanhamento jurídico e psicológico, respeitando o sigilo do caso.

A prefeitura informou ainda que instaurou procedimento administrativo e acompanha a investigação em articulação com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e demais órgãos competentes.

A administração municipal também afirmou que não houve omissão da direção da escola nem da Secretaria Municipal de Educação, sustentando que todas as providências cabíveis foram adotadas assim que a denúncia chegou ao conhecimento da gestão.

O que afirma a defesa das vítimas

A versão apresentada pela defesa diverge da posição da prefeitura.

Segundo a advogada, as mães das adolescentes relataram que não receberam apoio psicológico, jurídico nem atendimento por parte da Secretaria da Mulher.

Ainda conforme a defesa, as estudantes passaram a se sentir inseguras na escola e solicitaram transferência para outra unidade.

Investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil informou que investiga o caso.

Por envolver adolescentes, a corporação afirmou que outras informações não podem ser divulgadas neste momento, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao sigilo das investigações.

Casos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes devem ser apurados com prioridade pelas autoridades competentes.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê proteção integral às vítimas, garantindo preservação da identidade, atendimento especializado e acompanhamento psicossocial.

Em situações dessa natureza, a atuação integrada entre escola, Conselho Tutelar, Ministério Público, Polícia Civil e rede de proteção é considerada essencial para assegurar os direitos das vítimas e a responsabilização dos envolvidos, conforme determina a legislação.

O caso de estupro coletivo em escola do Cabo segue sob investigação da Polícia Civil. Enquanto a defesa das adolescentes afirma que houve falhas no acolhimento das vítimas, a Prefeitura do Cabo sustenta que adotou todas as providências necessárias desde que tomou conhecimento da denúncia. A apuração continuará sob responsabilidade das autoridades competentes, respeitando o sigilo previsto para casos envolvendo menores de idade.

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