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Sanchilis defende criação do SUS Animal como sua primeira luta na Câmara dos Deputados

SUS Animal é uma das principais propostas de Sanchilis Oliveira para o Congresso, com defesa de atendimento veterinário gratuito e proteção animal.

Sanchilis SUS animal
Sanchilis estima R$ 15 bilhões por ano para o SUS Animal. Foto: Divulgação

O candidato a deputado federal por Pernambuco Sanchilis Oliveira (Rede) defende a criação do SUS Animal como uma das principais propostas de sua plataforma para chegar ao Congresso Nacional. A iniciativa, apresentada durante sua campanha, prevê a ampliação do acesso gratuito à saúde veterinária e contempla, segundo o candidato, desde animais domésticos até ações relacionadas à fauna silvestre.

SUS Animal é uma das principais propostas de Sanchilis Oliveira

Ativista da causa animal, Sanchilis Oliveira afirma que pretende colocar a criação do SUS Animal entre suas prioridades caso seja eleito deputado federal. A proposta busca estabelecer uma política pública nacional voltada ao atendimento veterinário gratuito.

Segundo o candidato, a medida atenderia tutores e protetores que enfrentam dificuldades para custear consultas, exames, tratamentos e procedimentos veterinários.

“Criar o SUS animal é uma dívida antiga que o Brasil tem com a causa animal”, afirmou Sanchilis Oliveira ao apresentar a proposta.

O candidato também defende que a política contemple diferentes níveis de atendimento, incluindo demandas de pequena, média e alta complexidade.

O que é o SUS Animal defendido pelo candidato

Na proposta apresentada por Sanchilis, o SUS Animal teria como objetivo ampliar o acesso da população a serviços de saúde veterinária sem cobrança direta ao tutor ou responsável pelo animal.

Sanchilis estima R$ 15 bilhões por ano para o SUS Animal

O candidato a deputado federal por Pernambuco Sanchilis Oliveira (Rede) estima que a criação de um SUS Animal nacional exigiria cerca de R$ 15 bilhões por ano para funcionar em escala nacional. O cálculo considera uma estrutura inspirada no SUS da saúde humana, com atendimento veterinário básico, serviços de média e alta complexidade, prevenção, vacinação, castração e suporte à fauna silvestre.

Segundo a estimativa apresentada por Sanchilis, o valor permitiria estruturar uma política pública permanente, com participação da União, dos estados e dos municípios. A proposta seria voltada principalmente a famílias em situação de vulnerabilidade, protetores independentes, organizações de proteção animal e animais abandonados ou comunitários.

O candidato afirma que a criação do SUS Animal será sua primeira luta no Congresso Nacional caso seja eleito.

Como seriam aplicados os R$ 15 bilhões

Na estimativa de Sanchilis, o orçamento anual poderia ser dividido entre diferentes áreas de atendimento e prevenção:

ÁreaPercentualValor anual estimado
Atenção veterinária básica30%R$ 4,5 bilhões
Castração, vacinação e prevenção20%R$ 3 bilhões
Exames e média complexidade15%R$ 2,25 bilhões
Cirurgias e alta complexidade15%R$ 2,25 bilhões
Hospitais e unidades veterinárias7%R$ 1,05 bilhão
Fauna silvestre e resgate5%R$ 750 milhões
Gestão, cadastro, tecnologia e fiscalização5%R$ 750 milhões
Pesquisa, formação e capacitação3%R$ 450 milhões
Total100%R$ 15 bilhões

A divisão acima integra a estimativa apresentada por Sanchilis Oliveira como referência para dimensionar o programa. O valor não representa um orçamento oficial do governo federal nem recurso já aprovado pelo Congresso.

Quanto representaria por animal

Considerando uma população estimada entre 150 milhões e 160 milhões de animais de estimação no Brasil, um orçamento anual de R$ 15 bilhões corresponderia, em uma divisão puramente matemática, a aproximadamente R$ 94 a R$ 100 por animal por ano.

O cálculo não significa que o governo gastaria esse valor individualmente com cada animal. O dinheiro seria concentrado nos animais efetivamente atendidos pela rede pública e distribuído conforme demanda, vulnerabilidade e complexidade dos procedimentos.

A estimativa busca apenas demonstrar a dimensão financeira de uma política nacional de saúde animal.

De onde viria o dinheiro para financiar o SUS Animal

Para viabilizar um orçamento estimado em R$ 15 bilhões por ano, Sanchilis Oliveira defende que o SUS Animal tenha uma fonte de financiamento própria e permanente, sem depender exclusivamente do orçamento já destinado à saúde humana.

Uma das ideias seria criar, por lei, um Fundo Nacional de Saúde Animal, administrado pela União e abastecido por diferentes fontes de recursos. O modelo permitiria reunir receitas específicas e transferi-las para estados e municípios de acordo com critérios de população animal, vulnerabilidade social, demanda e capacidade de atendimento.

Recursos do Orçamento da União

A principal fonte seria o próprio Orçamento Geral da União, por meio da criação de uma dotação específica para a política nacional de saúde animal.

Nesse modelo, o Congresso Nacional definiria anualmente os recursos destinados ao programa durante a elaboração e aprovação da Lei Orçamentária Anual.

A proposta não significaria retirar automaticamente R$ 15 bilhões do SUS humano. O objetivo seria criar uma nova política pública com orçamento próprio, submetida às regras fiscais e orçamentárias do país.

Emendas parlamentares

Outra fonte poderia ser a destinação de emendas parlamentares para projetos de saúde e proteção animal.

Deputados e senadores poderiam direcionar recursos para hospitais veterinários públicos, centros de castração, unidades móveis, aquisição de equipamentos e programas de atendimento.

Esse mecanismo, porém, deveria funcionar como complemento ao orçamento permanente, e não como principal fonte de financiamento do SUS Animal.

Multas por maus-tratos e crimes ambientais

Sanchilis também poderia defender que parte das multas aplicadas por crimes ambientais e maus-tratos contra animais seja direcionada ao Fundo Nacional de Saúde Animal.

A lógica seria fazer com que parte dos recursos arrecadados em razão de infrações ambientais retornasse para políticas de prevenção, tratamento, resgate e proteção animal.

Para isso, seria necessária legislação específica estabelecendo quais receitas poderiam ser vinculadas ao fundo e como os valores seriam distribuídos.

Recursos de compensações ambientais

Outra possibilidade seria utilizar parte de recursos provenientes de compensações ambientais e medidas compensatórias para financiar projetos relacionados à fauna e à recuperação de animais.

Nesse caso, os recursos seriam destinados principalmente a ações relacionadas à fauna silvestre, resgate, recuperação e reabilitação de animais.

A utilização dependeria, contudo, das regras específicas de cada mecanismo de compensação e da legislação aplicável.

Royalties e receitas de exploração de recursos naturais

Uma alternativa de maior alcance seria estabelecer uma pequena parcela de determinadas receitas provenientes da exploração de recursos naturais para financiar políticas ambientais e de proteção da fauna.

A ideia poderia ser vinculada a fundos específicos, evitando a criação de uma cobrança direta sobre tutores de animais.

Essa possibilidade exigiria alteração legislativa e avaliação de impacto nas receitas públicas antes de ser implementada.

Destinação de recursos recuperados de crimes contra o patrimônio público

Outra fonte possível seria a destinação legal de parte de valores efetivamente recuperados em processos envolvendo corrupção, crimes contra o patrimônio público ou acordos de recuperação de ativos.

Nesse caso, entretanto, os recursos não poderiam ser simplesmente direcionados ao SUS Animal por decisão administrativa. Seria necessária previsão legal e orçamentária para determinar a destinação dessas receitas.

Parcerias com empresas

O programa também poderia estabelecer mecanismos de parceria com empresas privadas, organizações sociais e instituições filantrópicas.

Empresas poderiam financiar equipamentos, unidades veterinárias, campanhas de vacinação e programas de adoção por meio de patrocínios ou mecanismos legais de incentivo.

Essas parcerias, porém, deveriam seguir regras de transparência e fiscalização para impedir conflitos de interesse e garantir que o atendimento público não ficasse condicionado ao financiamento privado.

Uma combinação de fontes

A ideia central seria evitar que o SUS Animal dependesse de uma única fonte de receita.

Um possível modelo poderia combinar Orçamento da União, transferências para estados e municípios, emendas parlamentares, multas ambientais, compensações ambientais, recuperação de ativos e parcerias privadas, sempre dentro das regras estabelecidas pela legislação.

Para uma política estimada em R$ 15 bilhões por ano, a maior parte dos recursos deveria vir de receitas públicas permanentes e previsíveis. Fontes extraordinárias, como multas e emendas, funcionariam como complemento.

Dessa maneira, o SUS Animal poderia ter financiamento mais estável e previsível, permitindo planejamento de longo prazo para hospitais veterinários, contratação de profissionais, aquisição de medicamentos e equipamentos, programas de castração e vacinação e atendimento de animais em situação de vulnerabilidade.

Como funcionaria o SUS Animal

A proposta seria inspirada na estrutura descentralizada do SUS humano.

O atendimento começaria preferencialmente nos municípios, com consultas veterinárias, vacinação, castração, identificação, prevenção e tratamentos básicos.

Quando o caso exigisse exames especializados, internação ou procedimentos cirúrgicos, o animal poderia ser encaminhado para unidades de média e alta complexidade, organizadas de forma regional.

O modelo permitiria que municípios pequenos compartilhassem estruturas de referência, reduzindo a necessidade de construir hospitais veterinários completos em todas as cidades.

Hospitais veterinários seriam parte da rede

Uma parcela de aproximadamente R$ 1,05 bilhão, segundo a simulação apresentada por Sanchilis, seria destinada à implantação, manutenção e ampliação de hospitais e unidades veterinárias públicas.

Essas estruturas poderiam funcionar como referências regionais para casos que ultrapassassem a capacidade das unidades básicas.

Outra possibilidade seria a contratação de clínicas e hospitais veterinários privados por meio de credenciamento ou contratos públicos, ampliando a capacidade de atendimento sem depender exclusivamente da construção de novas unidades.

Castração e vacinação teriam prioridade

A prevenção seria um dos pilares da proposta.

Dos R$ 15 bilhões estimados, R$ 3 bilhões seriam destinados à castração, vacinação e outras ações preventivas, segundo a divisão apresentada pelo candidato.

A estratégia teria potencial para atuar sobre problemas como reprodução descontrolada, abandono e disseminação de doenças.

A ideia é que o investimento em prevenção também reduza, no médio e longo prazo, a necessidade de atendimentos de maior complexidade.

Média e alta complexidade

A proposta também prevê recursos específicos para exames, tratamentos especializados e cirurgias.

Sanchilis estima R$ 2,25 bilhões para serviços de média complexidade e outros R$ 2,25 bilhões para alta complexidade.

Essa estrutura poderia incluir exames laboratoriais, diagnóstico por imagem, procedimentos cirúrgicos, internações e tratamentos especializados, de acordo com protocolos que ainda precisariam ser definidos.

A implantação de serviços de alta complexidade seria um dos principais fatores responsáveis pelo aumento do custo em relação a um programa restrito à vacinação e castração.

Fauna silvestre também seria atendida

A proposta de Sanchilis não se limita aos animais domésticos.

O candidato afirma que o SUS Animal também deveria contemplar a fauna silvestre, especialmente em situações de resgate, tratamento e recuperação de animais vítimas de acidentes, tráfico, maus-tratos ou outros episódios que exijam atendimento veterinário.

Na estimativa apresentada, R$ 750 milhões por ano seriam destinados a ações relacionadas à fauna silvestre e ao resgate.

A forma de integração dessa estrutura com os órgãos ambientais federais, estaduais e municipais ainda precisaria ser definida em legislação e regulamentação próprias.

De onde viriam os R$ 15 bilhões

Para financiar a proposta, Sanchilis defende uma estrutura semelhante à lógica de financiamento descentralizado do SUS humano, mas com uma fonte orçamentária específica para a saúde animal.

O candidato propõe que a União tenha papel central no financiamento, com participação de estados e municípios na execução e manutenção da rede.

Uma eventual legislação poderia estabelecer transferências federais para governos estaduais e prefeituras que cumprissem requisitos de atendimento, transparência, fiscalização e prestação de contas.

Também poderiam ser consideradas emendas parlamentares e recursos de fundos relacionados à proteção animal e ao meio ambiente, desde que autorizados pela legislação.

O que R$ 15 bilhões representariam no orçamento federal

Os R$ 15 bilhões representariam uma parcela relevante do orçamento público, mas ainda seriam significativamente menores que o orçamento destinado à saúde humana.

O valor precisa ser analisado como estimativa de custo de uma nova política pública, e não como recurso que necessariamente seria retirado do orçamento atual do SUS.

A criação de uma política dessa dimensão exigiria estudo de impacto orçamentário e financeiro, definição das fontes de custeio e compatibilidade com as regras fiscais e orçamentárias.

Implantação poderia ser gradual

Mesmo com uma previsão de R$ 15 bilhões anuais, Sanchilis poderia defender uma implantação progressiva.

Uma primeira etapa poderia priorizar municípios com maior demanda e menor oferta de atendimento veterinário público. Posteriormente, a rede seria ampliada para serviços especializados e hospitais regionais.

Esse modelo permitiria avaliar os resultados, corrigir falhas e ampliar gradualmente a cobertura nacional.

A implantação por etapas também ajudaria a dimensionar com maior precisão o número de profissionais necessários, a infraestrutura e o custo real de cada procedimento.

SUS Animal seria a primeira luta de Sanchilis no Congresso

Sanchilis Oliveira afirma que a criação do SUS Animal será sua primeira luta no Congresso Nacional caso seja eleito deputado federal.

O candidato defende que a saúde animal deixe de depender exclusivamente de iniciativas pontuais de municípios, estados, organizações e protetores e passe a integrar uma política pública nacional estruturada.

A estimativa de R$ 15 bilhões por ano, apresentada pelo candidato, representa o tamanho financeiro que ele considera necessário para uma rede nacional capaz de atuar desde a prevenção até tratamentos de maior complexidade.

A proposta ainda precisaria ser transformada em projeto de lei, passar por análise técnica e orçamentária e ser aprovada pelo Congresso Nacional para que pudesse sair do campo das propostas de campanha e se tornar uma política pública federal.

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