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Estudantes voltam às ruas por Lula e pela democracia

 Estudantes voltam às ruas por Lula, democracia e educação pública, em mobilização que ganhou força no Rio e chegou à UFPE após o 1º turno.

Mobilização estudantil cresce em defesa de Lula
Ato estudantil no Rio defende Lula e educação pública. Foto: Reprodução


A mobilização estudantil ganhou força depois do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (4). No Rio de Janeiro, estudantes secundaristas e universitários participaram nesta quarta-feira do ato “Juventude na Rua pela Democracia”, organizado por entidades estudantis.

A manifestação teve concentração na região da Candelária e seguiu em caminhada até a Cinelândia. Segundo relatos publicados por veículos de imprensa, os participantes carregaram faixas e cartazes em defesa da democracia, da educação pública e de direitos sociais, além de manifestações de apoio à candidatura de Lula. 

A mobilização ocorre em um momento de forte disputa política para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Mobilização começou em universidade no Rio

A onda de manifestações teve entre seus primeiros focos a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. De acordo com informações divulgadas pelo movimento estudantil, estudantes começaram a realizar atos logo após o resultado do primeiro turno.

A partir daí, a mobilização passou a alcançar outros estados. Entidades estudantis apontam que atos e assembleias foram organizados em diferentes instituições de ensino superior, colocando novamente a juventude universitária no centro do debate eleitoral. 

No Rio, a manifestação desta quarta-feira reuniu estudantes de diferentes instituições. A pauta apresentada pelos participantes combinou a defesa da democracia com reivindicações relacionadas ao financiamento e à preservação das universidades públicas.

Estudantes por Lula também mobilizam a UFPE

Em Pernambuco, a mobilização ganhou força na terça-feira (6), quando estudantes realizaram atos e assembleias na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, e no Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru.

A articulação contou com participação do Diretório Central dos Estudantes da UFPE (DCE UFPE), além de entidades como a União Estadual dos Estudantes de Pernambuco (UEEP), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). 

No campus Recife, a assembleia ocorreu no Centro de Artes e Comunicação. Em Caruaru, o encontro foi realizado no Centro Acadêmico do Agreste. Segundo a Adufepe, mais de 300 pessoas participaram da atividade realizada no CAA. 

Democracia e educação pública estão no centro dos atos

As manifestações têm como um dos principais eixos a defesa da democracia. Os estudantes também reivindicam a valorização do ensino público, o financiamento das universidades federais e a manutenção de políticas de permanência estudantil.

Na UFPE, a pauta foi explicitamente apresentada como uma defesa da democracia, da educação pública e da garantia de financiamento para as universidades federais. O movimento também declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno. 

A mobilização ocorre enquanto a eleição presidencial entra em sua fase decisiva. Lula e Flávio Bolsonaro disputarão o segundo turno em 25 de outubro, depois de nenhum dos dois candidatos alcançar maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. 

Educação pública volta ao centro do debate

A defesa da educação pública ganhou dimensão nacional nas manifestações. Para os estudantes mobilizados, a eleição também representa uma escolha sobre o futuro das universidades, da pesquisa científica, da assistência estudantil e das políticas educacionais.

Há também dados oficiais que ajudam a dimensionar a importância do tema. A Lei Orçamentária de 2026 estabeleceu R$ 233,7 bilhões para a área de Educação no orçamento federal, acima dos R$ 206,1 bilhões previstos no ano anterior. 

O planejamento federal para 2026 também previu recursos para o funcionamento das universidades federais e da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além de investimentos em bolsas de estudo e pesquisa. 

Novo Plano Nacional de Educação estabelece metas para universidades

A discussão sobre educação pública também ocorre em paralelo à aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº 15.388, de abril de 2026.

O plano estabelece objetivos relacionados à ampliação do acesso e da permanência no ensino superior, à expansão das instituições públicas e ao fortalecimento das políticas de assistência estudantil. Também prevê metas para ampliar os recursos destinados à manutenção, expansão e reestruturação das instituições públicas de ensino superior. 

Entre as metas está a ampliação progressiva do investimento público em educação, com previsão de alcançar 10% do Produto Interno Bruto ao final do decênio de vigência do plano. O PNE também estabelece diretrizes relacionadas à autonomia financeira das universidades públicas. 

Juventude volta a ocupar espaço no debate eleitoral

A presença dos estudantes nas ruas marca uma retomada da mobilização política da juventude em um momento decisivo da eleição presidencial.

No Rio de Janeiro, a manifestação levou para as ruas uma combinação de defesa democrática, educação pública e apoio eleitoral a Lula. Em Pernambuco, os atos realizados na UFPE reproduziram parte dessa agenda e demonstraram que a mobilização não ficou restrita à capital fluminense. 

A estratégia das entidades estudantis é ampliar a mobilização até o segundo turno. A UNE informou que pretende realizar novas atividades em outras capitais durante as semanas que antecedem a votação. 

O movimento atual ocorre depois de uma eleição presidencial marcada pela polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. O resultado do primeiro turno provocou uma reorganização das campanhas e também intensificou a mobilização de organizações da sociedade civil e entidades estudantis.

No campo educacional, a pauta apresentada pelos estudantes inclui temas como financiamento das universidades, assistência estudantil, pesquisa científica, gratuidade e expansão do ensino público.

Em Pernambuco, a mobilização tem um elemento adicional: a própria UFPE já havia sido palco, em setembro, de um ato organizado pela Adufepe em defesa da democracia, da soberania nacional e das universidades públicas. 

Os novos atos, portanto, fazem parte de uma sequência recente de mobilizações dentro da comunidade acadêmica pernambucana.

A mobilização dos estudantes por Lula recolocou a juventude nas ruas às vésperas do segundo turno presidencial. No Rio de Janeiro, milhares de estudantes participaram de uma manifestação em defesa da democracia e da educação pública, enquanto, em Pernambuco, estudantes da UFPE realizaram assembleias e declararam apoio ao candidato petista. 

A tendência é de continuidade das manifestações até 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República. Para o movimento estudantil, a disputa ultrapassa a escolha entre candidatos e envolve também o futuro das universidades públicas, das políticas educacionais e da democracia brasileira.

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