Após ameaças e ato pró-democracia, incêndio na UFPE vira caso de Polícia Federal; Senador Humberto Costa exige rigor nas investigações

Humberto Costa
Senador Humberto Costa na tribuna do senado. Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

Recife (PE) — O clima é de apreensão no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Após um incêndio de grandes proporções atingir as instalações da instituição — o terceiro em apenas uma semana —, o senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou que está oficiando a Polícia Federal e os demais órgãos responsáveis para que investiguem o caso com o máximo de rigor.

Em publicação em suas redes sociais nesta quinta-feira (8), o parlamentar detalhou a sequência de eventos que antecederam o sinistro. Segundo Humberto Costa, o fogo começou horas depois de estudantes receberem ameaças explícitas de ataque à universidade, e apenas um dia após milhares de pessoas da comunidade universitária irem às ruas em defesa da democracia.

"Incidentes que tenho acompanhado com muita preocupação. O fogo ocorreu horas após estudantes receberem ameaças de ataque à universidade, e um dia após milhares de pessoas da comunidade universitária irem às ruas em defesa da democracia", escreveu o senador.

A sequência dos fatos exige atenção


A cronologia dos acontecimentos acendeu um alerta vermelho nas autoridades. As ameaças anônimas, que teriam sido direcionadas a estudantes e servidores, mencionavam ataques violentos e faziam referência a grupos extremistas. O temor é de que o incêndio não tenha sido um acidente, mas sim uma retaliação coordenada contra o posicionamento político da comunidade acadêmica.

"Investigações estão em andamento, mas a sequência dos fatos exige atenção. Não podemos permitir que ameaças e violência intimidem estudantes, professores e funcionários que se levantam contra o avanço do fascismo e em defesa da democracia", declarou Humberto Costa.

Prejuízo milionário e perda de pesquisas


Apesar de não haver registro de feridos, o prejuízo material e científico é incalculável. O fogo consumiu laboratórios de fármacos, informática e genética, além de equipamentos de alta tecnologia. Estimativas iniciais apontam para perdas que podem ultrapassar os R$ 100 milhões, incluindo insumos e a destruição de dados de até 20 anos de pesquisas, além de dezenas de dissertações e teses que estavam em andamento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) já determinou a criação de uma comissão para acompanhar as apurações, e o Ministério da Educação (MEC) colocou a pasta à disposição para ajudar na reconstrução do espaço.

O que diz a Polícia Federal


A Polícia Federal instaurou inquérito e já enviou peritos ao local para determinar as causas exatas do incêndio. A Universidade acionou a PF por ser um procedimento de praxe em casos de grande comoção e suspeita de crime. Enquanto isso, o campus segue em estado de alerta, e a comunidade acadêmica aguarda respostas rápidas e punições severas para os responsáveis por esse ataque à educação e à democracia.

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