André Janones amplia canal de apoio a Lula no WhatsApp, que supera 1 milhão de integrantes, e defende campanha mais próxima do eleitor.
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| Presidente Lula e o deputado federal André Janones. Foto: Allison Sales- FolhaPress |
Menos de 48 horas após o fim do primeiro turno das eleições de 2026, o deputado federal André Janones (Rede-MG) ampliou a mobilização digital em apoio à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp em abril, ultrapassou a marca de 1 milhão de integrantes até esta terça-feira (6), segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.
Reeleito para a Câmara dos Deputados, Janones afirma que decidiu ampliar a estrutura por iniciativa própria. O parlamentar avalia que a comunicação da esquerda precisa adotar uma linguagem mais direta e próxima do cotidiano dos eleitores.
Segundo a reportagem da Folha, o canal tinha aproximadamente 50 mil integrantes antes do primeiro turno. Após a votação de domingo (4), o número cresceu rapidamente, e Janones passou a utilizar o espaço como uma espécie de central de mobilização para conteúdos e orientações aos apoiadores.
Estratégia busca aproximar Lula do eleitor
Uma das principais propostas defendidas por Janones é modificar a forma como Lula aparece nas redes sociais. A ideia, segundo a reportagem, é apresentar o presidente em situações mais cotidianas, com vídeos simples e gravações feitas por celular.
A expressão “mais calçada e menos helicóptero” resume a estratégia defendida pelo deputado: reduzir a distância entre a imagem institucional do presidente e o eleitor comum.
A avaliação de Janones é que conteúdos excessivamente produzidos podem ter menos impacto do que vídeos espontâneos capazes de mostrar Lula em situações próximas da realidade cotidiana da população.
O deputado também critica o que considera uma comunicação pouco eficiente da esquerda nas plataformas digitais e defende uma atuação mais coordenada entre parlamentares, influenciadores e militantes.
Canal passou de 50 mil para mais de 1 milhão
O crescimento do “Exército do Lula” ocorreu em poucos dias. O canal, que contava com cerca de 50 mil participantes antes do primeiro turno, passou de 1 milhão após a votação. Janones estabeleceu ainda uma meta de alcançar entre 2 milhões e 3 milhões de integrantes.
A estratégia envolve pedidos para que os próprios participantes convidem novos integrantes. Áudios e orientações são distribuídos periodicamente pelo canal com instruções de mobilização.
A estrutura também busca funcionar como uma rede de distribuição de conteúdo, permitindo que materiais produzidos para a campanha sejam compartilhados diretamente pelos apoiadores em grupos e conversas privadas.
Janones cobra reação da campanha
Ao assumir a iniciativa, Janones também passou a pressionar publicamente a campanha petista por uma mudança na comunicação.
De acordo com a Folha, o deputado afirmou que não pretende esperar pela estrutura oficial da campanha e defendeu uma reação rápida diante do cenário do segundo turno.
A movimentação ocorre em um momento de forte disputa digital entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Além da ampliação do canal, Janones estuda a criação de um conselho com parlamentares influentes para ajudar na definição da estratégia digital e na coordenação das ações nas redes.
Disputa digital ganha peso no segundo turno
A mobilização mostra como as redes sociais e os aplicativos de mensagens se tornaram uma frente central da campanha presidencial.
O modelo adotado por Janones aposta na participação direta de apoiadores para ampliar o alcance das mensagens e transformar os próprios usuários em distribuidores de conteúdo político.
A iniciativa, porém, ocorre em um ambiente marcado por disputas sobre informações divulgadas nas redes. O canal também passou a ser alvo de denúncias feitas por integrantes do PL e influenciadores ligados à direita, que tentaram provocar sua retirada do WhatsApp.
A dimensão alcançada pelo canal coloca a comunicação digital novamente no centro da estratégia eleitoral para as três semanas que antecedem a votação.
Para Janones, a prioridade é fazer com que a campanha de Lula deixe de falar apenas para seus próprios apoiadores e consiga alcançar eleitores fora das bolhas políticas tradicionais.

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