Marçal ironiza eleitores de Renan Santos após o ex-candidato rejeitar apoio a Flávio Bolsonaro. Renan rebate e mantém posição independente no segundo turno.
![]() |
| Palblo Marçal apoiador de Flávio Bolsonaro e o ex-candidato a presidente Renan Santos. Fotos: Divulgação |
O empresário Pablo Marçal, aliado da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), provocou os eleitores de Renan Santos (Missão) após o ex-candidato à Presidência decidir não apoiar nenhum dos concorrentes no segundo turno das eleições de 2026. Em entrevista ao podcast IronTalks TV, Marçal afirmou que os apoiadores de Renan poderiam anular o voto ou escolher o destino que quisessem para ele. As declarações foram feitas na segunda-feira (19) e repercutiram na imprensa nacional.
“Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser. E acabou”, declarou Marçal. Na mesma entrevista, ele também atacou a trajetória política do adversário e o comparou ao líder nazista Adolf Hitler, ao comentar seu perfil e suas posições.
Renan Santos rebate declarações e critica campanha de Flávio
No dia seguinte, Renan respondeu às provocações em uma publicação nas redes sociais. O dirigente do Missão afirmou que seus eleitores são livres para decidir como agir no segundo turno, mas criticou aqueles que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.
“Votem em quem vocês quiserem”, afirmou Renan, que também declarou que os apoiadores dispostos a votar no senador estariam, em sua avaliação, “perdendo o seu tempo”.
O ex-candidato ainda rebateu a comparação feita por Marçal e ironizou a possibilidade de o empresário ocupar um cargo em um eventual governo de Flávio.
Renan mantém distância dos dois candidatos
Renan Santos terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 2.675.887 votos, equivalentes a 2,24% do total apurado, segundo os números divulgados pela imprensa.
Durante a campanha, o candidato do Missão procurou se diferenciar tanto do PT quanto do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Após o resultado, anunciou que não declararia apoio a Lula nem a Flávio no segundo turno.
Em entrevista anterior ao UOL, Renan afirmou que, na sua avaliação, a possibilidade de concentração de poder seria maior em um eventual governo de Flávio. Ele também indicou que poderia votar nulo ou deixar de comparecer às urnas.
A troca de declarações expõe o conflito entre Marçal, que atua como aliado de Flávio Bolsonaro, e o grupo político de Renan Santos, que busca manter sua autonomia na disputa presidencial.
O segundo turno está marcado para domingo (25), quando os eleitores escolherão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

0 Comentários