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Polícia pede internação de adolescente por morte do cão Orelha

Polícia Civil pede internação de adolescente no caso do cão Orelha em Florianópolis após investigação com testemunhas e novos desdobramentos.

Cão Orelha
Caso do cão Orelha envolve adolescentes, adultos indiciados e nova apuração sobre tentativa contra outro animal. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre o caso do cão Orelha, animal comunitário que morreu após um ataque em Florianópolis. Com o encerramento do inquérito, finalizado na terça-feira (3), a corporação solicitou a internação de um adolescente apontado como responsável pelo caso. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) em conjunto com a Delegacia de Proteção Animal (DPA). Segundo a polícia, a solicitação de internação ocorreu devido à gravidade do fato investigado.

Como ocorreu o caso do cão Orelha

De acordo com a Polícia Civil, o ataque ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, localizada no Norte da Ilha, em Florianópolis. O cão comunitário conhecido como Orelha foi atingido na cabeça por uma pancada contundente, que pode ter sido causada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira.

Após o ocorrido, o animal foi resgatado e encaminhado para uma clínica veterinária. Apesar do atendimento, Orelha morreu posteriormente.

Detalhes da investigação

Durante o inquérito do caso do cão Orelha, a Polícia Civil ouviu 24 testemunhas e investigou um total de oito adolescentes. Segundo a corporação, o adolescente apontado como autor foi identificado com base na roupa utilizada no momento do ocorrido.

Ainda conforme a polícia, todas as informações reunidas foram encaminhadas às autoridades responsáveis pela análise do pedido de internação e dos demais desdobramentos do caso.

Outros fatos investigados

Além da morte do cão Orelha, a investigação também apura uma tentativa de afogamento contra outro cachorro comunitário, chamado Caramelo. O animal conseguiu escapar.

Por esse episódio, a Polícia Civil fez representação contra quatro adolescentes. Durante o andamento das apurações, três adultos também foram indiciados por coação a testemunha.

Encaminhamento do caso à Justiça

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o material ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que devem analisar as provas reunidas e decidir sobre as medidas cabíveis.

Segundo a corporação, a internação solicitada é uma medida aplicada no sistema socioeducativo para adolescentes investigados em casos considerados graves. O andamento do processo seguirá conforme os trâmites legais.

Atuação das delegacias especializadas

O caso do cão Orelha foi conduzido de forma conjunta por delegacias especializadas em adolescentes em conflito com a lei e em proteção animal. A Polícia Civil informou que a atuação integrada teve como objetivo reunir provas e esclarecer as circunstâncias do caso.

As autoridades destacaram que a investigação buscou ouvir testemunhas, analisar informações e identificar os envolvidos para encaminhar o resultado aos órgãos competentes.

O caso do cão Orelha entrou em nova fase após a Polícia Civil concluir o inquérito e solicitar a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do animal comunitário em Florianópolis. A investigação reuniu depoimentos, identificou suspeitos e também apurou outros fatos relacionados ao episódio.

Agora, caberá ao Ministério Público e ao Poder Judiciário analisar o material encaminhado e decidir sobre as medidas legais. O caso segue em tramitação conforme os procedimentos previstos pelas autoridades competentes.

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