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Federação União Progressista fecha apoio a Raquel Lyra

Raquel Lyra reeleição ganha força com apoio da federação União-PP, enquanto articulações políticas seguem abertas em Pernambuco para 2026.

Raquel Lyra
Raquel Lyra intensifica diálogo por alianças políticas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A articulação em torno da reeleição de Raquel Lyra (PSD) ganhou novos desdobramentos nesta semana, com sinalizações positivas da chamada Federação União Progressista, formada por Raquel e lideranças nacionais do União Brasil e do Progressistas. As negociações ocorreram em Brasília e ainda dependem de definições formais, incluindo aval do Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com interlocutores, a governadora se reuniu com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e com o vice-presidente nacional da sigla, ACM Neto. O aval político também teria sido reforçado pelo presidente do PP, Ciro Nogueira, por meio de interlocução com Rueda.

Definição de chapa ainda está em aberto

Apesar do avanço nas conversas, a composição da chapa majoritária ainda não foi fechada. A tendência, segundo fontes ligadas ao governo, é a manutenção da atual vice-governadora, Priscila Krause (PSD), na disputa.

Para o Senado, o nome mais citado é o de Miguel Coelho (UB), atual presidente estadual do União Brasil em Pernambuco. Ele é apontado como possível candidato à primeira vaga. No entanto, a segunda vaga segue indefinida e depende de negociações com outras forças políticas.

Disputa política envolve diferentes blocos

O cenário eleitoral em Pernambuco também envolve articulações de grupos adversários. A governadora buscou diálogo com a ex-deputada Marília Arraes (PDT), que, por sua vez, sinalizou aproximação com o prefeito do Recife, João Campos, do PSB.

Segundo informações de bastidores, João Campos (PSB) teria convidado Marília para compor uma chapa ao Senado ao lado de Humberto Costa, do PT. A movimentação reforça a formação de um bloco político competitivo para 2026.

Diálogo com o governo federal segue em curso

Além das tratativas com partidos de centro e direita, Raquel Lyra também manteve agenda com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O encontro abordou possíveis cenários políticos em Pernambuco e a relação institucional com o governo federal.

Aliados da governadora afirmam que há insatisfações internas no PT estadual, o que poderia abrir espaço para novas composições. Nesse contexto, não está descartada a possibilidade de aproximação com setores do partido, incluindo o próprio Humberto Costa.

Por outro lado, interlocutores do PT não confirmam oficialmente qualquer mudança de alinhamento até o momento.

Alianças descartadas e cenário indefinido

Enquanto amplia o diálogo com diferentes partidos, o grupo político de Raquel Lyra descarta, neste momento, uma aliança com o PL. A legenda articula a possível candidatura de Anderson Ferreira ao Senado, com apoio do senador Flávio Bolsonaro.

A exclusão do PL das negociações indica uma estratégia de delimitação de campo político, priorizando alianças consideradas mais compatíveis com o projeto de reeleição.

A reeleição de Raquel Lyra se consolida como um dos principais eixos da disputa eleitoral em Pernambuco para 2026, mas ainda depende de definições estratégicas. Embora haja avanços nas conversas com União Brasil e Progressistas, a composição da chapa majoritária segue em aberto.

Além disso, o cenário político permanece dinâmico, com articulações paralelas envolvendo outros grupos, especialmente o liderado por João Campos. A definição final dependerá do alinhamento entre partidos, decisões institucionais, como o aval do TSE, e negociações políticas nos próximos meses.

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