Pesquisa Datafolha aponta Raquel Lyra com 48% e João Campos com 43% na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.
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| Pesquisa Datafolha aponta disputa acirrada entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco. Fotos: Divulgação |
A primeira pesquisa eleitoral encomendada pela Rede Tribuna ao Instituto Datafolha para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 mostra um cenário competitivo entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
De acordo com o levantamento realizado entre os dias 25 e 27 de maio de 2026, Raquel Lyra aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto João Campos registra 43%.
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados. Raquel varia entre 45% e 51%, enquanto João oscila entre 40% e 46%.
O candidato Ivan Moraes (PSOL) aparece com 2% das intenções de voto. Já os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 4%. Outros 2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
O levantamento ouviu 1.022 eleitores com 16 anos ou mais em 48 municípios pernambucanos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-07888/2026 e BR-04242/2026.
Cenário eleitoral indica polarização entre PSD e PSB
Os números reforçam a polarização entre os dois principais grupos políticos do estado. De um lado, a governadora Raquel Lyra busca a reeleição apoiada pela estrutura administrativa estadual. Do outro, João Campos tenta transferir para o cenário estadual a força política construída na Prefeitura do Recife e no PSB pernambucano.
Especialistas em análise política avaliam que o cenário ainda pode sofrer mudanças nos próximos meses, especialmente com a consolidação de alianças partidárias e o início oficial da campanha eleitoral.
Além disso, o percentual de indecisos e votos brancos ou nulos ainda demonstra espaço para movimentação eleitoral até 2026.
Pesquisa espontânea mostra vantagem maior para Raquel
No cenário espontâneo — quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos — Raquel Lyra amplia a vantagem.
Segundo o Datafolha, a governadora aparece com 35% das intenções de voto espontâneas. João Campos registra 22%.
Outras respostas também apareceram no levantamento. Cerca de 1% citaram “o atual governador”, enquanto outros 1% mencionaram “o filho de Eduardo Campos”. O nome do ex-governador Eduardo Campos também foi lembrado por 1% dos entrevistados.
O índice de eleitores que afirmaram não saber em quem votar chegou a 31%. Já brancos, nulos ou nenhum somam 5%. Outras respostas representam 4%.
Para analistas políticos, o resultado espontâneo costuma indicar maior nível de lembrança eleitoral e consolidação de imagem junto ao eleitorado.
Segundo turno favorece Raquel Lyra
O Instituto Datafolha também simulou um possível segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos.
Nesse cenário, a atual governadora alcança 51% das intenções de voto, enquanto João Campos aparece com 44%.
Com a margem de erro aplicada, Raquel varia entre 48% e 54%. Já João oscila entre 41% e 47%.
Os votos brancos e nulos representam 4%, enquanto 1% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Apesar da vantagem numérica de Raquel Lyra, os números mostram que a disputa segue competitiva e pode ser influenciada por fatores como alianças políticas, desempenho administrativo, cenário econômico e estratégias de campanha.
Ivan Moraes lidera rejeição
O levantamento também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos, perguntando aos eleitores em qual nome eles não votariam de jeito nenhum no primeiro turno.
Nesse quesito, Ivan Moraes lidera com 59% de rejeição.
João Campos aparece na sequência com 29%, enquanto Raquel Lyra registra 25%.
No entanto, considerando a margem de erro de três pontos percentuais, João e Raquel estão tecnicamente empatados no índice de rejeição.
Ainda segundo a pesquisa, 2% disseram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados. Outros 2% afirmaram que votariam em qualquer candidato.
Disputa deve ganhar intensidade nos próximos meses
A divulgação da primeira pesquisa Datafolha da corrida eleitoral pernambucana amplia o debate político sobre o cenário de 2026.
Com dois nomes competitivos e diferenças dentro da margem de erro, a tendência é de intensificação das articulações políticas nos próximos meses.
A expectativa também gira em torno da definição de alianças, composição de chapas e posicionamento de partidos que ainda não anunciaram apoio formal.
Além disso, novas pesquisas deverão indicar se o cenário atual se mantém equilibrado ou se algum dos candidatos conseguirá ampliar vantagem até o início oficial da campanha.
Contexto político em Pernambuco
A eleição de 2026 em Pernambuco ocorre em um momento de reorganização política no estado.
Raquel Lyra tenta consolidar sua gestão e fortalecer a imagem administrativa. Já João Campos busca ampliar sua influência além da capital pernambucana.
Nos bastidores, lideranças partidárias acompanham atentamente os números apresentados pelo Datafolha para definir estratégias eleitorais e alianças futuras.
A tendência é de uma campanha marcada por forte presença digital, debates sobre gestão pública, desenvolvimento regional e disputa por eleitores indecisos.
A primeira pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Tribuna mostra uma disputa equilibrada entre Raquel Lyra e João Campos pelo Governo de Pernambuco em 2026.
Embora Raquel apareça numericamente à frente nos cenários estimulado, espontâneo e de segundo turno, a margem de erro mantém o ambiente competitivo.
Os próximos meses devem ser decisivos para a consolidação de apoios políticos, crescimento das campanhas e definição do comportamento do eleitorado pernambucano.

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