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Partidos terão R$ 4,96 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026

Partido Liberal lidera a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, seguido por PT e União Brasil. Critérios seguem a legislação eleitoral.

TSE
Valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) que serão destinados aos partidos políticos para as Eleições Gerais de 2026. Ao todo, aproximadamente R$ 4,96 bilhões serão distribuídos entre 30 legendas registradas na Justiça Eleitoral, conforme critérios previstos na legislação.

A divulgação ocorreu em cumprimento à Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e à Resolução TSE nº 23.605/2019, que determinam a publicação do montante disponível até 15 dias após o recebimento da dotação orçamentária destinada ao Fundo Eleitoral.

Segundo os dados divulgados pelo TSE, o Partido Liberal (PL) será a legenda com maior volume de recursos, recebendo aproximadamente R$ 881,7 milhões. Em seguida aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, que receberá aproximadamente R$ 526,2 milhões.

Juntas, essas três siglas concentram aproximadamente 40% de todo o Fundo Eleitoral, reflexo dos critérios estabelecidos em lei, que levam em consideração o desempenho eleitoral e a representatividade das legendas no Congresso Nacional.

Como funciona a divisão dos recursos

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi criado pela Lei nº 13.487/2017 para substituir parte do financiamento privado das campanhas eleitorais. Os recursos são provenientes do Orçamento da União e somente podem ser utilizados durante o período eleitoral.

A legislação determina que a distribuição siga quatro critérios:

  • 2% divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE;
  • 35% distribuídos conforme os votos obtidos para a Câmara dos Deputados na última eleição geral;
  • 48% proporcionais ao número de deputados federais eleitos;
  • 15% conforme a representação das legendas no Senado Federal.

Esse modelo busca equilibrar uma parcela igualitária entre todas as legendas com outra proporcional à representatividade política conquistada nas urnas.

Os maiores beneficiados

Entre os partidos que receberão os maiores volumes de recursos estão:

  • PL — aproximadamente R$ 881,7 milhões;
  • PT — cerca de R$ 615,4 milhões;
  • União Brasil — aproximadamente R$ 526,2 milhões;
  • MDB — cerca de R$ 400 milhões;
  • Republicanos — aproximadamente R$ 348,6 milhões;
  • PSD — cerca de R$ 421 milhões;
  • PP — aproximadamente R$ 417 milhões.

Outras legendas de menor representação também recebem recursos, porém em valores significativamente inferiores, conforme os critérios legais.

PartidoValor total do FEFC 2026
AGIRR$ 3.307.679,85
AVANTER$ 72.516.777,19
CIDADANIAR$ 60.714.157,11
DCR$ 3.307.679,85
DEMOCRATAR$ 3.307.679,85
MDBR$ 400.000.239,99
MISSÃOR$ 3.307.679,85
MOBILIZAR$ 3.307.679,85
NOVOR$ 37.044.203,26
PC do BR$ 60.531.914,25
PCBR$ 3.307.679,85
PCOR$ 3.307.679,85
PDTR$ 169.285.643,92
PLR$ 881.657.477,34
PODER$ 245.969.763,68
PPR$ 417.067.738,40
PRDR$ 71.819.227,37
PRTBR$ 3.307.679,85
PSBR$ 152.252.956,07
PSDR$ 421.008.404,89
PSDBR$ 147.895.172,40
PSOLR$ 131.506.284,42
PSTUR$ 3.307.679,85
PTR$ 615.367.980,20
PVR$ 45.183.873,26
REDER$ 35.803.821,03
REPUBLICANOSR$ 348.587.815,77
SOLIDARIEDADER$ 88.526.669,83
UNIÃOR$ 526.242.858,11
UPR$ 3.307.679,85

Os partidos que recebem R$ 3.307.679,85 têm direito apenas à cota de 2%, distribuída igualmente entre todas as legendas com registro no TSE, conforme previsto na Lei nº 9.504/1997. Os demais valores resultam da aplicação dos critérios de votação para a Câmara dos Deputados, número de deputados federais eleitos e representação no Senado Federal.

Transparência

O Tribunal Superior Eleitoral afirma que a divulgação dos valores reforça a política de transparência da Justiça Eleitoral. As informações permanecem disponíveis para consulta pública, permitindo o acompanhamento por partidos políticos, candidatos, órgãos de controle, imprensa e sociedade civil.

Durante o processo eleitoral, a utilização dos recursos deverá ser posteriormente declarada nas prestações de contas das campanhas, sujeitas à fiscalização da Justiça Eleitoral.

Debate público

O Fundo Eleitoral continua sendo tema de debate entre especialistas, parlamentares e a sociedade. Enquanto defensores argumentam que o financiamento público reduz a dependência de grandes doadores privados e fortalece mecanismos de controle, críticos questionam o volume de recursos públicos destinado às campanhas eleitorais.

Independentemente das posições políticas, a distribuição dos valores segue critérios objetivos previstos na legislação aprovada pelo Congresso Nacional e aplicada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Com a divulgação oficial dos repasses, os partidos passam a conhecer o limite de recursos públicos disponíveis para a organização de suas campanhas nas eleições gerais de 2026, que definirão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

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