Brasileiros têm até 5 de outubro para resgatar saldos nas bets. Governo estima R$ 1,7 bilhão a devolver após proibição das apostas online.
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| Governo prevê devolução de R$ 1,7 bilhão. Foto Divulgação |
A medida adotada pelo governo federal determina que não sejam realizados novos aportes nas contas das plataformas de apostas. Ao mesmo tempo, os usuários receberam um período para retirar os recursos que já estavam disponíveis.
De acordo com o cronograma oficial, o prazo para que os próprios apostadores façam o resgate termina às 23h59 de 5 de outubro de 2026. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos das plataformas deverão sair do ar.
O governo estima que aproximadamente R$ 1,7 bilhão esteja sujeito à devolução aos apostadores. O valor foi calculado pelo Ministério da Fazenda e se refere aos saldos remanescentes nas contas.
Como funciona o resgate nas bets
Até o prazo estabelecido, o apostador deve acessar a plataforma em que possui saldo e solicitar a retirada dos recursos disponíveis, utilizando os mecanismos de saque oferecidos pela própria empresa.
A orientação é verificar o saldo da conta e realizar o pedido antes do encerramento do período de acesso. A medida provisória estabeleceu justamente essa janela para que os usuários possam retirar voluntariamente os valores antes da retirada das plataformas do ar.
Caso o dinheiro não seja retirado dentro desse período, existe um procedimento posterior previsto pelo governo. Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos os valores existentes nas contas, individualizados por CPF.
Entre 9 e 14 de outubro, está prevista a devolução integral dos saldos por meio dos bancos. A partir de 14 de outubro, nos casos em que houver impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal deverá intermediar o pagamento.
O que muda para quem tem dinheiro nas bets
A principal mudança é que as plataformas deixam de operar normalmente no país. A MP proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa.
Também ficou vedado o aporte de novos recursos nas contas de apostas. Portanto, o período estabelecido pelo governo tem como finalidade permitir a retirada dos valores que já estavam disponíveis, e não a continuidade das apostas.
A medida alcança diferentes modalidades de apostas de quota fixa e jogos online. A determinação também envolve plataformas sediadas fora do Brasil quando oferecem serviços a usuários no território nacional, conforme a regulamentação anunciada pelo governo.
Cronograma para retirada dos valores
O calendário divulgado pelo governo estabelece diferentes etapas para o encerramento das plataformas:
- Até 5 de outubro, às 23h59: apostadores podem retirar voluntariamente os saldos disponíveis.
- 6 de outubro: sites e aplicativos das bets deverão sair do ar.
- 7 e 8 de outubro: plataformas deverão informar aos bancos os valores existentes nas contas, por CPF.
- 9 a 14 de outubro: bancos deverão realizar a devolução dos saldos.
- A partir de 14 de outubro: a Caixa poderá intermediar a devolução nos casos em que houver impedimento.
O cronograma oficial é diferente da informação de 5 de junho mencionada no material de referência. As fontes consultadas apontam 5 de outubro de 2026 como a data correta para o fim do período de resgate voluntário.
Por que o governo proibiu as bets
A proibição faz parte de um pacote anunciado pelo governo federal em 25 de setembro. Além da MP que determinou o fim das apostas de quota fixa, foram apresentados um projeto de lei relacionado à tipificação de crimes no setor e uma medida voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas.
O Ministério da Justiça também informou que a fiscalização contra plataformas consideradas irregulares continuará. Segundo o governo, uma força-tarefa identificou e derrubou centenas de sites suspeitos após a publicação da MP.
A decisão ocorre em um cenário no qual as autoridades já vinham adotando medidas contra operações clandestinas. Em setembro, o Ministério da Justiça regulamentou procedimentos para a eventual retomada de valores bloqueados de operadores irregulares, com possibilidade de destinação ao Fundo Nacional de Segurança Pública após as etapas administrativas e judiciais previstas.
Medida provisória ainda depende do Congresso
A proibição foi estabelecida por meio de uma Medida Provisória. Esse instrumento tem força de lei desde sua publicação, mas precisa ser analisado pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional para que suas regras sejam convertidas definitivamente em lei.
Enquanto a tramitação ocorre, permanecem válidas as determinações previstas na MP, incluindo a proibição de novos aportes e o cronograma de encerramento e devolução dos saldos.
O cenário poderá sofrer alterações caso o Congresso modifique o texto durante a tramitação. Por isso, eventuais mudanças posteriores nas regras deverão ser acompanhadas por meio dos atos oficiais.
As apostas de quota fixa passaram por um processo de regulamentação no Brasil antes da atual proibição. Em 2026, o governo vinha ampliando mecanismos de fiscalização sobre empresas autorizadas e, paralelamente, adotando medidas contra plataformas consideradas ilegais.
Em julho, por exemplo, uma ação integrada na Paraíba resultou no bloqueio de mais de R$ 100 milhões relacionados a organizações investigadas pela exploração clandestina de apostas de quota fixa.
O governo também criou mecanismos para acompanhar recursos bloqueados relacionados a operadores irregulares. Segundo o Ministério da Justiça, eventual incorporação desses valores ao patrimônio da União depende de procedimento administrativo e posterior decisão judicial.
No caso dos valores pertencentes aos apostadores das plataformas alcançadas pela nova MP, o governo estabeleceu um cronograma específico de retirada e devolução, com participação das próprias empresas e das instituições financeiras.
O encerramento das bets estabelece uma janela específica para que os usuários retirem os saldos existentes nas plataformas. O primeiro prazo termina em 5 de outubro, enquanto a devolução bancária dos valores remanescentes está prevista para ocorrer entre 9 e 14 de outubro.
A estimativa do governo é de que aproximadamente R$ 1,7 bilhão seja devolvido aos apostadores. A medida provisória, por sua vez, ainda será analisada pelo Congresso Nacional, o que significa que eventuais alterações futuras nas regras deverão ser acompanhadas pelos usuários.

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