Conta de água da Compesa terá reajuste superior a 14% em Novembro. Tarifa Social e grupo Vulneráveis também serão afetados pelo aumento.
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| Conta de água da Compesa vai subir mais de 14% em Novembro após concessão. Foto: Divulgação |
O contrato de concessão estabelece reajustes periódicos das tarifas cobradas pelos serviços. De acordo com a cláusula 28.2, os usuários pagam tarifas registradas conforme a fórmula prevista no contrato. Já a cláusula 30.2 determina que os valores sejam reajustados a cada 12 meses, contados a partir da implementação do último reajuste.
A previsão divulgada para este primeiro ciclo é de um aumento superior a 14%. A homologação está prevista para novembro de 2026.
A aplicação do percentual ainda depende da formalização do reajuste e da publicação dos valores correspondentes. Por isso, os números finais devem ser confirmados no ato oficial de homologação.
Quanto pode subir a tarifa para famílias de baixa renda
O reajuste também alcançará categorias com tarifas diferenciadas. Para consumidores enquadrados na Tarifa Social, a cobrança informada para consumo de até 15 metros cúbicos passaria de R$ 27,50 para R$ 29,93.
No grupo classificado como Vulneráveis, considerando consumo de até 10 metros cúbicos, o valor informado passaria de R$ 10,39 para R$ 11,31.
Esses valores representam a aplicação aproximada de 8,8% e 8,9%, respectivamente, e não correspondem ao percentual geral superior a 14% citado para as demais tarifas. A diferença decorre da estrutura tarifária específica dessas categorias.
A Compesa mantém em sua página de transparência informações sobre suas tabelas tarifárias e serviços.
O que diz o contrato sobre a conta de água
O mecanismo de reajuste está previsto no contrato de concessão. A cláusula 30.2 estabelece que os valores das tarifas sejam reajustados a cada 12 meses, a partir da data de implementação do último reajuste.
A existência dessa previsão significa que a atualização tarifária faz parte das regras econômicas estabelecidas para a concessão. O percentual aplicado em cada período, porém, precisa seguir os critérios definidos contratualmente e ser formalizado pelo processo regulatório correspondente.
A Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) possui atribuições regulatórias relacionadas aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Em agosto de 2026, a agência publicou resolução determinando que suas normas anteriores aplicáveis à Compesa também sejam observadas pelas concessionárias responsáveis pelos serviços regionalizados nas microrregiões abrangidas pela concessão.
Reajuste ocorre após concessão parcial dos serviços
A concessão parcial dos serviços da Compesa foi formalizada pelo Governo de Pernambuco em 2026. O modelo prevê participação privada na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em áreas abrangidas pelo contrato.
Informações publicadas no Diário Oficial apontam que a concessão envolve investimentos previstos de R$ 17,4 bilhões e atendimento estimado a cerca de 7 milhões de pernambucanos em 151 municípios.
O reajuste tarifário, portanto, ocorre dentro do modelo contratual que passou a disciplinar parte da prestação dos serviços. A tarifa continua submetida à regulação e às regras estabelecidas no contrato de concessão.
Tema foi discutido durante debate eleitoral
O valor das tarifas de água também apareceu no debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco realizado em 17 de setembro, em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, Diario de Pernambuco e TV Nova Nordeste.
Durante o debate, Raquel Lyra foi questionada sobre a possibilidade de aumento da tarifa após a concessão dos serviços. Segundo relato publicado na imprensa sobre o encontro, a governadora citou investimentos e ações relacionadas ao abastecimento, mas não afirmou se a tarifa seria mantida sem reajuste.
O tema ganhou relevância no período eleitoral porque o reajuste está previsto para novembro, após o primeiro turno das eleições de 2026.
O impacto para quem paga a conta
Para visualizar o efeito de um reajuste de 14%, uma fatura de R$ 100 passaria, em uma simulação simples, para aproximadamente R$ 114. O valor efetivamente cobrado, entretanto, depende da categoria do consumidor, do volume de água utilizado e da estrutura tarifária aplicável.
Por isso, não é possível afirmar que todos os usuários terão exatamente o mesmo aumento percentual. As categorias com tarifas diferenciadas possuem regras próprias, como demonstram os valores informados para a Tarifa Social e o grupo Vulneráveis.
A atualização oficial dos valores deverá deixar claro quanto cada faixa de consumo passará a pagar após a homologação.
Informações importantes para o consumidor
O primeiro reajuste após a concessão não significa que todas as contas terão o mesmo valor final. A cobrança continuará dependendo da faixa de consumo e da categoria tarifária do imóvel.
Também é importante diferenciar reajuste tarifário de aumento decorrente exclusivamente de maior consumo. Uma conta pode subir porque a tarifa foi atualizada, porque houve maior utilização de água ou pela combinação dos dois fatores.
A tabela oficial a ser homologada deverá ser a referência para verificar os novos valores cobrados pela concessionária.
A conta de água da Compesa deverá passar por um novo reajuste em novembro de 2026, com previsão de aumento superior a 14% nas tarifas abrangidas pelo mecanismo contratual. Categorias como a Tarifa Social e o grupo Vulneráveis também terão alteração nos valores, embora possuam estrutura tarifária própria.
O percentual e os valores definitivos deverão ser confirmados na homologação oficial. Até lá, os valores divulgados devem ser tratados como referência e não como tabela tarifária definitiva.
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