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Cinderela é homenageada na Alepe pelos 35 anos de carreira

Cinderela recebe homenagem na Alepe pelos 35 anos do espetáculo de Jeison Wallace, que marcou o teatro pernambucano e atravessou gerações.

Cinderela completa 35 anos e recebe homenagem na Alepe
Cinderela de Jeison Wallace é homenageada na Alepe. Foto: Américo Santos

A solenidade reuniu representantes da cultura pernambucana e integrantes da trajetória do espetáculo. O evento também destacou a importância de Jeison Wallace para a construção e a permanência da personagem no imaginário popular do Estado.

Com o auditório lotado, a cerimônia teve um momento de descontração logo na abertura. Uma esquete de Cinderela surpreendeu os convidados e provocou risos ao interagir com o público.

Jeison Wallace e integrantes da equipe permaneceram caracterizados durante a solenidade. A escolha reforçou o caráter popular e humorístico associado ao espetáculo ao longo de sua trajetória.

A deputada Gleide Ângelo afirmou que a homenagem precisava manter o espírito da personagem.

“Não tinha como ser diferente. Uma homenagem à Cinderela tinha que ter surpresa, alegria e essa conexão com o público que é tão própria do trabalho de Jeison.”

Segundo a parlamentar, a quebra de protocolo foi uma forma de aproximar a solenidade da identidade construída pelo espetáculo.

Jeison Wallace destaca público e trajetória

Durante a homenagem, Jeison Wallace ressaltou a importância do público para sua carreira e afirmou que a persistência foi fundamental para a construção de sua trajetória artística.

O ator também aproveitou o momento para incentivar pessoas que ainda buscam realizar projetos pessoais e profissionais.

“Nunca desistam dos seus planos e dos seus sonhos. Se a gente quer alguma coisa, se quer ser alguma coisa, tem que ir atrás, tem que colocar o pé na estrada e lutar.”

Wallace também agradeceu pelo reconhecimento recebido na Assembleia Legislativa de Pernambuco e brincou com a própria homenagem ao fazer referência à deputada Gleide Ângelo por meio da personagem inspirada nela.

“Hoje, receber esse reconhecimento da classe política e do povo pernambucano é uma alegria muito grande”, afirmou o artista.

A trajetória de Cinderela no teatro pernambucano

A primeira apresentação de Cinderela — A História que Sua Mãe Não Contou ocorreu em 20 de setembro de 1991, no Teatro Valdemar de Oliveira, no Recife. Ao longo dos anos, a montagem se consolidou como uma das produções mais conhecidas do teatro pernambucano.

A trajetória do espetáculo ultrapassou os limites de Pernambuco. A produção passou por cidades como Natal, Maceió, João Pessoa, Brasília e Fortaleza, além de temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Um dos momentos de maior público ocorreu no Geraldão, no Recife, onde uma apresentação do espetáculo reuniu cerca de 15 mil pessoas dentro do projeto Todos com a Nota. O dado também aparece em registros oficiais do município sobre apresentações da montagem.

Cinderela atravessou diferentes gerações

A longevidade da personagem está relacionada à capacidade de atualizar o espetáculo sem abandonar elementos que se tornaram conhecidos pelo público. A montagem combina a releitura do conto de fadas com humor, referências locais e situações adaptadas ao cotidiano pernambucano.

Ao longo de sua história, a produção também ajudou a aproximar diferentes públicos do teatro. Registros sobre a trajetória da Trupe do Barulho apontam que Cinderela alcançou públicos diversos e teve papel importante na popularização do teatro produzido em Pernambuco.

A personagem interpretada por Jeison Wallace também ganhou projeção fora dos palcos, ampliando a presença do artista no rádio e na televisão. A trajetória fez de Cinderela uma referência do humor e da cultura popular pernambucana.

Representantes da cultura participaram da homenagem

Além de Jeison Wallace e da deputada Gleide Ângelo, participaram da mesa da sessão solene Paulo de Pontes, representando a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE), Wanessa Kariny Gonçalves dos Santos, gerente de Política Cultural do Estado, e o deputado federal Lula da Fonte (PP).

A presença de representantes do setor cultural reforçou o caráter institucional da homenagem aos 35 anos da montagem e à trajetória de seus artistas.

A celebração ocorre no mesmo período em que o espetáculo prepara uma programação especial pelos 35 anos. Estão previstas apresentações no Teatro do Parque, no Recife, nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, além de exposição com fotos, objetos e figurinos e um especial no YouTube.

Uma marca da cultura pernambucana

Mais de três décadas depois da estreia, Cinderela permanece associada à memória cultural de Pernambuco. A longevidade da personagem interpretada por Jeison Wallace evidencia a capacidade do teatro popular de criar referências que ultrapassam o período original de uma montagem.

A homenagem realizada na Alepe marcou, portanto, não apenas os 35 anos do espetáculo, mas também a trajetória de artistas e profissionais que participaram dessa história. O reconhecimento institucional se soma às apresentações comemorativas programadas para setembro.

 Trajetória e relevância cultural

A história de Cinderela — A História que Sua Mãe Não Contou começou em 1991 e se estendeu por diferentes palcos e formatos. A montagem permaneceu por anos em cartaz no Recife e posteriormente chegou a outras cidades brasileiras.

A produção também passou por mudanças de elenco e atualizações no texto. Segundo registros do Portal de Serviços da Prefeitura do Recife, novas versões incorporaram atores convidados e ajustes nas piadas e situações da montagem, preservando elementos reconhecidos pelo público.

A combinação entre humor, referências locais e personagens marcantes contribuiu para transformar Cinderela em uma produção reconhecida na história recente do teatro pernambucano.

O legado de três décadas e meia

A homenagem na Alepe ocorre em um momento simbólico para o espetáculo. Em 2026, Cinderela completa 35 anos desde sua estreia, enquanto Jeison Wallace continua associado à personagem que ajudou a consolidar sua trajetória artística.

As apresentações comemorativas previstas para setembro reforçam a continuidade dessa história. A programação também amplia a celebração para além do palco, com exposição e conteúdo audiovisual sobre a trajetória da montagem.

Assim, a homenagem realizada no Legislativo pernambucano se soma a uma série de iniciativas que marcam os 35 anos de Cinderela, personagem que se tornou parte da memória cultural e humorística de Pernambuco.

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