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Marília Arraes defende indústria forte e Transnordestina em PE

Marília Arraes (PDT) participa de sabatina da Fiepe e defende indústria forte, Transnordestina, energia renovável e redução das desigualdades em Pernambuco.

Marília Arraes
Marília Arraes apresenta plano de competitividade para indústria. Foto: Crysli Viana

A candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), defendeu nesta terça-feira (8) uma agenda de desenvolvimento baseada no fortalecimento da indústria, na melhoria da infraestrutura logística e na redução das desigualdades sociais. Durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, a pedetista apresentou propostas para áreas estratégicas como energia, qualificação profissional e reforma tributária, e afirmou que, no Senado, atuará em defesa dos interesses do Estado.

O que aconteceu


Marília Arraes participou da série de sabatinas "Diálogos da Indústria", promovida pela Fiepe com candidatos ao Senado. O evento ocorreu na Casa da Indústria, no bairro de Santo Amaro, no Recife, e contou com a presença dos candidatos Mendonça Filho (PL), Humberto Costa (PT) e Paulo Rubem Santiago (PSOL). Os candidatos Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) não compareceram por conflitos de agenda .

Durante sua participação, Marília Arraes apresentou um plano de desenvolvimento para Pernambuco que articula crescimento econômico e justiça social. A candidata destacou sua experiência política e capacidade de diálogo para defender os interesses do Estado em Brasília.

“Tenho lado, tenho posições políticas muito claras, mas sei dialogar e construir com quem pensa diferente. No Senado, meu lado será Pernambuco. Quero ouvir o setor produtivo e trabalhar por quem investe, produz, gera emprego e renda, sem abrir mão da construção de uma sociedade com menos desigualdade”, afirmou.

O que diz a candidata


Marília defendeu a interiorização do desenvolvimento a partir das vocações econômicas de cada região de Pernambuco. Ela citou exemplos como o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, o polo de confecções do Agreste e o complexo industrial e portuário da Região Metropolitana do Recife.

A candidata também apontou a qualificação profissional, a inovação e a agregação de valor à produção como caminhos para ampliar a competitividade e gerar oportunidades. Na avaliação dela, o Estado precisa superar a condição de “mercado consumidor” para se tornar um polo produtor.

“Não podemos permitir que o Nordeste volte a ser tratado apenas como mercado consumidor da produção de outras regiões. Pernambuco precisa ter infraestrutura, crédito, energia, formação profissional e condições tributárias para atrair investimentos, produzir e competir”, afirmou.

Infraestrutura e Transnordestina como prioridade


Entre as prioridades para o Senado, Marília colocou a conclusão do ramal Salgueiro-Suape da ferrovia Transnordestina. Segundo a candidata, a ferrovia é estratégica para reduzir custos logísticos e fortalecer o Porto de Suape, além de transformar Salgueiro em um polo de integração do Nordeste .

Em sabatina anterior, na Rádio Jornal, Marília já havia afirmado que emendas parlamentares não são suficientes para viabilizar a obra, sendo necessário articular com a União recursos para sua conclusão . A candidata também defendeu investimentos nos aeroportos do interior e maior integração entre os diferentes modais de transporte .
Energia e reforma tributária

Na área energética, Marília defendeu a ampliação das fontes renováveis e da infraestrutura de gás natural, especialmente no Araripe e no Vale do São Francisco. A oferta de gás natural para o polo gesseiro é uma demanda histórica da região, que hoje opera em grande parte com queima de lenha .

Ao tratar da reforma tributária, a candidata defendeu o fortalecimento da Sudene, a manutenção de instrumentos de incentivo ao desenvolvimento regional, a revisão do Pacto Federativo e uma tributação que dê melhores condições aos pequenos e médios empreendedores.

Posição sobre o fim da escala 6x1


Questionada sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, Marília manteve posição favorável à mudança. Ela defendeu melhores condições de saúde e qualidade de vida para os trabalhadores e destacou o impacto da jornada exaustiva sobre as mulheres, que acumulam trabalho doméstico e profissional .

“A pauta do fim da escala 6x1, que impacta na vida da maioria dos brasileiros, principalmente das mulheres, que são as mais sobrecarregadas, inclusive pelos serviços domésticos, pela desigualdade de gênero que a gente enfrenta, está travada no Senado e a gente quer destravar com a maioria de um Senado que tenha o povo como prioridade”, afirmou a candidata em ato contra a escala 6x1 no Recife .

A sabatina da Fiepe integra uma série de encontros com candidatos ao Senado para discutir temas de interesse do setor produtivo. Segundo o presidente da Fiepe, Bruno Veloso, a iniciativa busca aproximar o setor industrial dos candidatos que, se eleitos, representarão Pernambuco no Congresso Nacional a partir de 2027 .

Marília Arraes encerrou sua participação reafirmando o compromisso com o desenvolvimento equilibrado do Estado. “Quero um Pernambuco com indústria forte, infraestrutura, inovação, emprego e oportunidades para a juventude. Um Estado capaz de competir, atrair investimentos e, ao mesmo tempo, diminuir as desigualdades. É esse Pernambuco que quero defender no Senado”, concluiu.

Pernambuco enfrenta desafios econômicos significativos. Dados do IBGE de 2024 apontam que o Estado e a Bahia registraram as maiores taxas de desemprego do Brasil, com 10,8%, enquanto a média nacional foi de 6,6% . Estados nordestinos como Ceará (7,0%), Maranhão (7,1%) e Paraíba (8,3%) apresentaram índices inferiores aos pernambucanos.

A Transnordestina é uma ferrovia projetada para integrar o Nordeste, com ramais que conectariam o Piauí, o Ceará e Pernambuco ao Porto de Suape. O ramal Salgueiro-Suape, considerado prioritário por Marília Arraes, ainda não foi concluído .

O polo gesseiro do Araripe, no Sertão pernambucano, é um dos maiores do país e gera mais de 12 mil empregos diretos e 60 mil indiretos, segundo dados citados pela candidata em 2022 . A região demanda investimentos em infraestrutura energética e logística para aumentar sua competitividade.

Marília Arraes (PDT) participou da sabatina da Fiepe com candidatos ao Senado e apresentou propostas para o desenvolvimento de Pernambuco com base no fortalecimento da indústria, na conclusão da Transnordestina, na ampliação da infraestrutura energética e na redução das desigualdades. A candidata defendeu diálogo com o setor produtivo e afirmou que, no Senado, atuará prioritariamente pelos interesses do Estado. O evento integra a série "Diálogos da Indústria", que promove o debate entre candidatos e o setor empresarial pernambucano.

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