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Lula lidera no exterior antes da apuração oficial

 Lula vence na Nova Zelândia e Coreia do Sul e lidera na Austrália. TSE divulgará a totalização oficial dos votos no exterior após as 17h.

Lula lidera primeiros resultados das urnas no exterior
Lula vence na Nova Zelândia e Coreia do Sul. Foto: Ricardo Stuckert


Os primeiros resultados da votação presidencial brasileira começaram a aparecer no exterior antes do encerramento da votação no Brasil. A diferença ocorre por causa dos fusos horários, que fazem com que brasileiros de países da Ásia e da Oceania concluam a votação horas antes do eleitorado em território nacional.

Na Nova Zelândia, Lula obteve 234 votos, contra 64 de Flávio Bolsonaro. O petista alcançou 70,48% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL ficou com 19,28%.

O resultado representa uma vantagem de 170 votos para Lula no país, considerando os números divulgados nos boletins já contabilizados.

Lula vence na Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, Lula também terminou à frente. O presidente recebeu 123 votos, equivalentes a 56,94% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 72, com 33,33%.

A disputa sul-coreana teve participação de outros candidatos, que dividiram os votos restantes.

O resultado de 2026 também apresenta uma diferença em relação à eleição presidencial de 2022. Naquele ano, Lula teve 64,3% dos votos na Coreia do Sul, enquanto Jair Bolsonaro registrou 35,7%. A comparação, porém, precisa considerar que o cenário atual conta com mais candidatos na disputa.

Lula lidera na Austrália

Na Austrália, o cenário ainda não estava completamente fechado no momento da publicação dos primeiros levantamentos.

Com 26 das 29 seções contabilizadas, Lula somava 5.283 votos, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 2.022. Augusto Cury aparecia com 276 votos e Renan Santos com 266.

Apesar da vantagem expressiva registrada até aquele momento, as três seções restantes impediam que o resultado fosse apresentado como definitivo.

Por esse motivo, a informação mais precisa é que Lula liderava na Austrália, e não que havia vencido oficialmente o país.

Outros países também registram vantagem de Lula

Os primeiros dados divulgados ao longo da manhã também apontaram vantagem de Lula em outros países da Ásia.

Segundo levantamento publicado pelo Brasil de Fato, o petista também ficou à frente em Cingapura e na Malásia. Na China continental, dados divulgados posteriormente também apontaram vantagem para Lula, enquanto Hong Kong apresentou liderança de Flávio Bolsonaro.

O cenário, portanto, ainda estava em formação durante as primeiras horas da votação no Brasil, já que diversos países permaneciam em diferentes etapas de votação ou apuração.

Quantos brasileiros votam no exterior

O eleitorado brasileiro residente fora do país ganhou peso nas eleições de 2026. Segundo o TSE, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, número 31,82% superior ao registrado em 2022, quando havia 697.078 eleitores habilitados.

Esse eleitorado está distribuído por 186 cidades de outros países. No exterior, a votação é exclusiva para presidente e vice-presidente da República.

O eleitorado fora do Brasil representa pouco mais de 0,5% do total de pessoas aptas a votar nas eleições de 2026.

Como funciona a apuração dos votos no exterior

Os votos dos brasileiros registrados no exterior são totalizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), conforme as regras estabelecidas pelo TSE.

A legislação eleitoral determina que o eleitor inscrito no exterior vote apenas para presidente e vice-presidente. A organização das eleições envolve o TSE, o TRE-DF e o Ministério das Relações Exteriores.

Os boletins de urna permitem conhecer os resultados das seções que já encerraram a votação. Entretanto, esses dados não devem ser confundidos com a totalização oficial da eleição.

Quando o TSE divulgará o resultado oficial

O TSE estabeleceu que a divulgação dos resultados das eleições de 2026 começará a partir das 17h, no horário de Brasília.

A Justiça Eleitoral disponibiliza a totalização por meio do Portal de Resultados e do aplicativo oficial. A plataforma permite acompanhar a votação presidencial consolidada, inclusive os votos registrados no exterior.

O próprio TSE também confirmou que sua programação especial de eleições terá foco na apuração e totalização dos votos a partir das 17h em Brasília.

O que os primeiros resultados mostram

Os resultados preliminares disponíveis na manhã deste domingo indicam um desempenho favorável a Lula em parte dos países da Ásia e da Oceania.

Na Nova Zelândia e na Coreia do Sul, a vantagem já foi confirmada pelos boletins disponíveis. Na Austrália, entretanto, ainda havia seções pendentes.

O cenário internacional ainda pode mudar conforme novas urnas sejam contabilizadas e, principalmente, quando o TSE divulgar a totalização oficial.

O voto brasileiro no exterior é destinado exclusivamente à eleição presidencial. Para 2026, o TSE registrou 918.876 eleitores habilitados fora do Brasil, distribuídos por 186 cidades.

O crescimento desse eleitorado foi expressivo na comparação com 2022. Houve aumento de 221.798 eleitores, equivalente a 31,82%.

A votação é organizada em conjunto pela Justiça Eleitoral e pela estrutura diplomática brasileira. O TRE-DF é responsável pela totalização dos votos registrados pelos eleitores residentes no exterior.

É importante diferenciar boletim de urna, levantamento de resultados parciais e totalização oficial. Os primeiros permitem identificar o desempenho dos candidatos em locais onde a votação já terminou, enquanto a divulgação oficial segue o cronograma definido pelo TSE.

Os primeiros dados de Lula no exterior apontam vitória na Nova Zelândia e na Coreia do Sul e liderança na Austrália, onde ainda havia três seções pendentes no levantamento mais recente.

O cenário, porém, ainda não representa o resultado oficial consolidado da votação brasileira fora do país. A totalização será divulgada pela Justiça Eleitoral a partir das 17h, no horário de Brasília.

Até lá, os números dos boletins de urna devem ser tratados como resultados locais ou parciais. A confirmação definitiva caberá à Justiça Eleitoral.


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