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Pernambuco define nova bancada federal e elege Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado

Pedro Campos foi o deputado federal mais votado do estado, enquanto Humberto Costa e Marília Arraes conquistaram as duas vagas em disputa para o Senado; nova bancada assume em fevereiro de 2027

Marília Arraes e Humberto Costa
Senadores de Pernambuco eleitos, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). Foto: Crysli Viana

Pernambuco definiu, neste domingo (4), os representantes que irão compor a bancada do estado no Congresso Nacional a partir de 1º de fevereiro de 2027. Na Câmara dos Deputados, foram eleitos 25 parlamentares. Para o Senado Federal, os pernambucanos escolheram Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para mandatos de oito anos.

Com 100% das urnas apuradas, Pedro Campos (PSB) foi o deputado federal mais votado de Pernambuco, com 261.555 votos. Na sequência apareceram Jones Manoel (PSOL), com 249.077 votos, e Anderson Ferreira (PL), com 185.429.

A composição da Câmara também apresenta renovação. Dos 25 deputados eleitos, 13 foram reeleitos, enquanto 12 ocuparão uma cadeira na bancada pela primeira vez na próxima legislatura. Seis mulheres também foram eleitas.

Pedro Campos lidera votação para deputado federal

O deputado Pedro Campos (PSB) terminou a eleição na primeira colocação entre os candidatos à Câmara Federal em Pernambuco, com 261.555 votos.

O resultado colocou o parlamentar à frente de Jones Manoel, que recebeu 249.077 votos, e Anderson Ferreira, que obteve 185.429.

A distribuição das cadeiras, entretanto, segue o sistema proporcional. Nesse modelo, a quantidade de vagas conquistadas por cada partido ou federação depende da votação obtida pelo conjunto das candidaturas e pelos votos de legenda. Depois da definição das cadeiras, os candidatos mais votados dentro de cada grupo ocupam as vagas, conforme as regras eleitorais.

Confira os 25 deputados federais eleitos em Pernambuco

A nova bancada pernambucana na Câmara dos Deputados será formada pelos seguintes parlamentares, em ordem de votação:

  • Pedro Campos (PSB) — 261.555 votos
  • Jones Manoel (PSOL) — 249.077 votos
  • Anderson Ferreira (PL) — 185.429 votos
  • Marcelo Gouveia (Podemos) — 183.124 votos
  • Juliana de Chaparral (União Brasil) — 183.089 votos
  • Silvio Costa Filho (Republicanos) — 170.859 votos
  • Gilson Machado (Podemos) — 156.754 votos
  • Felipe Carreras (PSB) — 148.971 votos
  • Lula da Fonte (PP) — 147.913 votos
  • Rosa Amorim (PT) — 144.101 votos
  • Carlos Veras (PT) — 133.118 votos
  • Fernando Filho (União Brasil) — 124.147 votos
  • Gabriel Porto (PSB) — 114.860 votos
  • Fernando Monteiro (PSD) — 113.844 votos
  • Eduardo Moura (Novo) — 113.482 votos
  • Clarissa Tércio (PP) — 110.608 votos
  • Iza Arruda (MDB) — 103.758 votos
  • Eliane Soares (PSB) — 102.396 votos
  • Guilherme Uchoa Junior (PSD) — 98.569 votos
  • Waldemar Oliveira (Avante) — 97.152 votos
  • Augusto Coutinho (Republicanos) — 94.737 votos
  • Clodoaldo Magalhães (PV) — 92.229 votos
  • Thiago Medina (PL) — 88.354 votos
  • Liana Cirne (PT) — 85.039 votos
  • Ricardo Teobaldo (Podemos) — 59.951 votos.

PSB terá maior bancada de Pernambuco na Câmara

Entre os partidos, o PSB elegeu quatro deputados federais, formando a maior bancada individual de Pernambuco.

Podemos e PT elegeram três representantes cada. Já PL, União Brasil, Republicanos, PP e PSD conquistaram duas cadeiras cada.

Também elegeram representantes PSOL, Novo, MDB, Avante e PV, com uma cadeira cada.

A composição mostra uma bancada distribuída entre diferentes forças partidárias, com representantes de campos políticos distintos e diferentes regiões do estado.

Humberto Costa é reeleito para o Senado

Na disputa pelo Senado, Humberto Costa (PT) foi reeleito para um novo mandato de oito anos.

Com a totalização dos votos, o senador recebeu 2.531.389 votos, correspondentes a 27,19% dos votos válidos, segundo os dados consolidados da apuração.

Médico e jornalista, Humberto Costa já havia sido eleito senador por Pernambuco em 2010 e reeleito em 2018. Antes disso, ocupou cargos eletivos e funções no Executivo, incluindo o Ministério da Saúde.

Com a reeleição, ele permanecerá no Senado até 2035.

Marília Arraes retorna ao Congresso pelo Senado

A segunda vaga ficou com Marília Arraes (PDT), que recebeu 2.325.127 votos, ou 24,97% dos votos válidos.

Neta do ex-governador Miguel Arraes, Marília já exerceu os cargos de vereadora do Recife e deputada federal. Agora, retorna ao Congresso Nacional para um mandato de oito anos no Senado.

Os dois novos mandatos terão início em 1º de fevereiro de 2027 e terminarão em 31 de janeiro de 2035.

Mendonça Filho fica fora das duas vagas

O resultado também deixou Mendonça Filho (PL) fora do Senado. O candidato recebeu 1.728.587 votos, equivalentes a 18,57%, ficando atrás de Humberto Costa e Marília Arraes.

A eleição para o Senado ocorre pelo sistema majoritário. Em 2026, Pernambuco tinha duas vagas em disputa, e os dois candidatos mais votados foram eleitos.

Como fica a representação de Pernambuco no Congresso

A partir de 2027, Pernambuco terá uma bancada de 25 deputados federais, além de três senadores — considerando também o mandato de Teresa Leitão (PT), que não estava em disputa nesta eleição.

Na Câmara, o resultado combina parlamentares reeleitos e novos nomes, enquanto o Senado passa a contar com a continuidade de Humberto Costa e a chegada de Marília Arraes.

Os parlamentares terão pela frente um novo período legislativo de quatro anos na Câmara e, no caso dos senadores eleitos em 2026, mandatos de oito anos.

A nova composição será responsável por representar Pernambuco nas discussões sobre orçamento federal, legislação, fiscalização do Executivo e distribuição de recursos para o estado e os municípios.

Quando os eleitos assumem

Os deputados federais eleitos em 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, iniciando uma nova legislatura de quatro anos.

No Senado, Humberto Costa e Marília Arraes também assumirão na mesma data, com mandatos previstos até janeiro de 2035.

A nova bancada pernambucana, portanto, chega ao Congresso com uma combinação de continuidade e renovação, distribuída por diferentes partidos e com mudanças na representação do estado na Câmara e no Senado.

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