Alckmin afirma que a Campanha da Fraternidade fortalece políticas públicas de moradia e destaca avanços do Minha Casa, Minha Vida no Brasil.
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| O presidente em exercício Geraldo Alckmin participou da missa de lançamento da Campanha da Fraternidade no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, neste domingo (22) - Foto: Cadu Gomes/ VPR |
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que a Campanha da Fraternidade 2026 contribui para valorizar políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional no Brasil. A declaração foi feita durante a missa de lançamento da campanha, realizada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no interior de São Paulo.
Neste ano, a iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil tem como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A proposta é estimular uma reflexão nacional sobre o direito à moradia como elemento central da dignidade humana.
Durante o evento religioso, Alckmin destacou que o acesso à casa própria representa um dos maiores sonhos das famílias brasileiras, independentemente da faixa de renda. Segundo ele, sair do aluguel e conquistar um imóvel próprio simboliza segurança, estabilidade e qualidade de vida.
“É uma campanha da fraternidade muito importante, porque o sonho da família, o sonho das pessoas, é ter um teto. Você sair do aluguel, poder realizar o sonho de ter a casa nova”, afirmou o presidente em exercício.
Moradia como política pública e desafio social
Ao abordar o tema, Alckmin lembrou que a aquisição de um imóvel exige planejamento e esforço financeiro mesmo para famílias de renda média. Para trabalhadores de menor renda, segundo ele, o desafio é ainda mais significativo, o que reforça a necessidade de políticas públicas estruturadas.
Nesse contexto, o presidente em exercício citou o Minha Casa, Minha Vida como uma das principais iniciativas do governo federal para ampliar o acesso à moradia. O programa, conforme ressaltou, foi desenhado para reduzir barreiras de entrada, com condições de financiamento mais acessíveis e sem exigência de pagamento inicial em determinadas faixas.
Dados apresentados por Alckmin indicam que, entre 2023 e 2025, foram contratadas 2,11 milhões de unidades habitacionais em todo o país, com investimento de R$ 317,78 bilhões do Governo do Brasil. O número supera, com mais de um ano de antecedência, a meta inicialmente estabelecida para o período.
A expectativa, segundo o ministro, é alcançar até o fim deste ano a marca de 3 milhões de contratos assinados, ampliando o alcance do programa e seu impacto social.
Impactos econômicos da política habitacional
Além do aspecto social, Alckmin destacou o papel da política habitacional como indutora da atividade econômica. Segundo ele, a construção civil tem efeito direto na geração de empregos e na movimentação da economia.
“Isso gera emprego. É construção civil, é emprego na veia e realiza o sonho da casa própria das famílias”, afirmou.
Especialistas do setor costumam apontar que investimentos em habitação possuem efeito multiplicador, ao estimular cadeias produtivas como a indústria de materiais de construção, serviços e comércio local. Ao mesmo tempo, a ampliação do acesso à moradia contribui para reduzir desigualdades urbanas e melhorar indicadores sociais.
Comércio exterior e tarifas internacionais
Durante a agenda em Aparecida, Alckmin também comentou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas globais de 15% sobre produtos estrangeiros. Na avaliação do presidente em exercício, a medida não comprometeu a competitividade do Brasil no comércio internacional.
Segundo ele, como a tarifa passou a valer de forma uniforme para diversos países, o Brasil não perdeu posição relativa no mercado global. Além disso, destacou que alguns setores estratégicos foram isentados da cobrança.
Entre os produtos com tarifas zeradas estão combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves. Alckmin ressaltou que a isenção é especialmente relevante para a indústria aeronáutica brasileira, cuja competitividade depende fortemente das exportações.
Recorde de exportações e acordos comerciais
Mesmo diante do chamado “tarifaço”, o Brasil registrou recorde de exportações no último ano, alcançando US$ 348,7 bilhões. De acordo com Alckmin, o resultado é reflexo da diversificação de mercados e da ampliação de acordos comerciais.
O presidente em exercício citou avanços nas negociações do Mercosul com Singapura, países da Efta e a União Europeia. Ele também destacou a importância da agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer parcerias estratégicas com países como Estados Unidos e Índia.
Para Alckmin, a ampliação de mercados externos é fundamental para a sobrevivência e o crescimento da indústria nacional.
“As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.
A participação de Geraldo Alckmin no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026 reforçou a conexão entre o debate social promovido pela Igreja e as políticas públicas voltadas à moradia no Brasil. Ao destacar avanços do Minha Casa, Minha Vida, o presidente em exercício ressaltou tanto o impacto social quanto os efeitos econômicos da política habitacional.
Ao mesmo tempo, suas declarações sobre comércio exterior indicaram a estratégia do governo de manter competitividade internacional por meio da diversificação de mercados e de acordos comerciais. Assim, moradia, desenvolvimento econômico e inserção global foram apresentados como eixos interligados da agenda pública atual.

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