Marília Arraes lidera pesquisa ao Senado em Pernambuco e afirma que não abrirá mão da candidatura, apesar das articulações na chapa estadual.
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| Com 36% das intenções de voto, Marília rejeita pressão para abrir vaga na chapa. Foto: Divulgação |
A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) afirmou que não pretende abrir mão da candidatura ao Senado nas eleições de 2026 em Pernambuco. A declaração ocorre após a divulgação de pesquisa do Datafolha, que aponta a parlamentar na liderança das intenções de voto.
Segundo o levantamento divulgado na semana passada, Marília aparece com 36% das intenções de voto. O segundo colocado é o senador Humberto Costa (PT), com 24%, uma diferença de 12 pontos percentuais.
Em entrevista concedida durante agenda em Olinda, onde passou o Carnaval entre compromissos públicos no Recife e na cidade histórica, a deputada foi direta ao comentar a possibilidade de abrir espaço na chapa.
“Não arredo o pé da eleição ao Senado. Não tem por que desistir”, afirmou.
Disputa ao Senado envolve articulações políticas
Apesar da vantagem registrada na pesquisa, a definição da chapa majoritária em Pernambuco envolve fatores além dos números.
O prefeito do Recife, João Campos, é apontado como provável candidato ao Governo do Estado em 2026. A composição da chapa ao Senado, no entanto, ainda está em debate nos bastidores políticos.
O nome de Humberto Costa é considerado consolidado como um dos dois candidatos ao Senado na eventual chapa encabeçada por João Campos. A indefinição gira em torno da segunda vaga.
Entre os cotados está o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que aparece com 10% das intenções de voto na mesma pesquisa Datafolha.
Liderança nas pesquisas não define composição
Especialistas em ciência política apontam que pesquisas de intenção de voto são importantes para medir o cenário eleitoral, mas não são o único critério para definição de candidaturas.
Além do desempenho nas pesquisas, partidos avaliam alianças estratégicas, tempo de televisão, capilaridade eleitoral e fortalecimento de bases regionais.
No caso específico de Pernambuco, João Campos tem sinalizado interesse em ampliar alianças partidárias. A eventual inclusão de Silvio Costa Filho na chapa poderia consolidar o apoio do Republicanos, partido que integra a base do governo federal e possui influência no estado.
Por outro lado, aliados de Marília argumentam que a liderança nas pesquisas legitima sua permanência na disputa e reforça seu capital político.
Cenário eleitoral ainda é preliminar
A pesquisa Datafolha foi realizada antes do início oficial do período eleitoral e reflete um retrato momentâneo do cenário. De acordo com especialistas, esse tipo de levantamento pode sofrer alterações conforme a campanha se intensifique e novas alianças sejam formalizadas.
Além disso, fatores como debates públicos, desempenho em agendas regionais e contexto econômico podem influenciar o comportamento do eleitorado nos próximos meses.
O histórico eleitoral também é considerado relevante. Marília Arraes já disputou cargos majoritários no estado e mantém base consolidada em diversas regiões pernambucanas. Já Humberto Costa possui trajetória consolidada no Senado e no Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto Silvio Costa Filho ocupa atualmente cargo ministerial, o que amplia sua visibilidade institucional.
Declaração reforça posicionamento político
Ao afirmar que não abrirá mão da candidatura ao Senado, Marília Arraes reforça sua posição dentro do campo político estadual.
A declaração também sinaliza que eventuais negociações precisarão considerar sua liderança nas pesquisas. Entretanto, até o momento, não há definição oficial sobre a composição final da chapa majoritária.
Nos bastidores, dirigentes partidários afirmam que o diálogo segue aberto. O processo de formação de alianças costuma se intensificar à medida que o calendário eleitoral avança.
Equilíbrio entre estratégia e desempenho eleitoral
A disputa ao Senado em Pernambuco, portanto, combina dois elementos centrais: desempenho nas pesquisas e estratégia partidária.
De um lado, Marília apresenta vantagem numérica significativa. De outro, a construção de uma chapa competitiva para o governo estadual envolve articulações que extrapolam a popularidade individual.
Analistas destacam que, em eleições majoritárias, a soma de forças partidárias pode ser decisiva para ampliar o alcance da campanha e garantir sustentação política.
O que dizem os números
De acordo com os dados divulgados pelo Datafolha:
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Marília Arraes: 36%
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Humberto Costa: 24%
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Silvio Costa Filho: 10%
Os demais entrevistados se dividiram entre outros nomes, votos brancos, nulos ou indecisos.
Pesquisas como essa seguem metodologia estatística baseada em amostragem representativa do eleitorado. Ainda assim, os resultados indicam tendências e não configuram previsão definitiva do resultado eleitoral.
Com a proximidade do período de definição partidária, a expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas.
Até lá, a candidatura ao Senado segue como um dos principais temas do debate político em Pernambuco.
A liderança de Marília Arraes na pesquisa Datafolha fortalece sua posição na disputa ao Senado por Pernambuco. No entanto, a formação da chapa majoritária envolve negociações partidárias e estratégias eleitorais que vão além dos números.
Enquanto Humberto Costa aparece como nome consolidado na chapa governista e Silvio Costa Filho surge como peça estratégica para ampliar alianças, Marília reafirma que não abrirá mão da candidatura.
O cenário permanece aberto. As próximas articulações políticas e eventuais novos levantamentos de intenção de voto devem influenciar os rumos da disputa ao Senado no estado.

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