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PP mantém aliança com Raquel após cancelar reunião

PP reafirma apoio a Raquel Lyra após cancelar reunião estadual e destaca força da federação União Progressista em Pernambuco.

Eduardo da Fonte
Dep. Eduardo da Fonte (PP - PE), Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O Diretório Estadual do Progressistas (PP) em Pernambuco tinha agendada para esta segunda-feira (23) uma reunião para discutir o cenário político estadual e os próximos passos da legenda. O encontro, entretanto, foi cancelado devido à necessidade de o presidente estadual do partido, o deputado federal Eduardo da Fonte, cumprir compromissos em Brasília.

Apesar do adiamento, o partido divulgou nota oficial reafirmando apoio à governadora Raquel Lyra e reforçando que a construção do projeto de reeleição será realizada em parceria com a legenda.

Segundo o comunicado, o PP integra a base de apoio da atual gestora desde o segundo turno das eleições estaduais de 2022, quando declarou apoio à então candidata no momento decisivo da disputa.

Apoio do PP a Raquel Lyra é mantido

Na nota divulgada à imprensa, o partido destacou que a aliança com Raquel Lyra permanece sólida. O texto afirma que o PP seguirá contribuindo ativamente para o fortalecimento da gestão estadual.

O documento também ressalta que a construção da reeleição será feita “a quatro mãos”, expressão utilizada para indicar atuação conjunta entre o governo e a legenda.

Desde 2022, o PP tem ocupado espaço relevante na base aliada do Executivo estadual. Integrantes do partido avaliam que a manutenção da aliança fortalece tanto o governo quanto o posicionamento estratégico da sigla no Estado.

Por outro lado, analistas políticos apontam que o cenário para 2026 ainda está em consolidação. Eles destacam que movimentos partidários, federações e composições regionais poderão influenciar diretamente o desenho da disputa.

Federação União Progressista aguarda homologação do TSE

Outro ponto central da nota é a formação da federação partidária entre o Progressistas e o União Brasil. A nova composição, denominada União Progressista, aguarda homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevista para março.

De acordo com os dados divulgados pelas legendas, a federação reunirá:

  • 109 deputados federais

  • 14 senadores

  • Cerca de 1.300 prefeitos em todo o país

Caso confirmados esses números após a homologação, a União Progressista deverá se consolidar como a maior força partidária do Brasil em termos de representação nacional.

Em Pernambuco, a presidência da federação ficará sob comando de Eduardo da Fonte, conforme estabelecido no estatuto da nova estrutura partidária.

Impacto político em Pernambuco

No cenário estadual, o apoio do PP a Raquel Lyra reforça a composição da base governista. Atualmente, o governo estadual trabalha para ampliar alianças e consolidar apoio político visando o próximo ciclo eleitoral.

Especialistas observam que a formação de federações partidárias altera significativamente a dinâmica política. Isso porque, por lei, partidos federados devem atuar de maneira unificada durante toda a legislatura, compartilhando decisões estratégicas e posicionamentos eleitorais.

Assim, a eventual homologação da União Progressista pode ampliar o poder de articulação do grupo tanto em Pernambuco quanto no plano nacional.

Entretanto, integrantes da oposição avaliam que o fortalecimento de federações também pode gerar disputas internas por espaço político e influência regional. O equilíbrio entre lideranças estaduais será determinante para a coesão do bloco.

Histórico da aliança

O apoio do PP à governadora teve início no segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a legenda declarou apoio formal à candidatura de Raquel Lyra, movimento considerado estratégico diante da polarização da disputa estadual.

Desde então, o partido tem reiterado publicamente sua permanência na base aliada. A reafirmação divulgada nesta segunda-feira ocorre em meio às articulações nacionais envolvendo federações e reorganização partidária.

Analistas destacam que o cenário político brasileiro passa por uma fase de reestruturação, impulsionada pelas federações partidárias, que passaram a valer a partir das eleições de 2022.

Cancelamento da reunião

O encontro do diretório estadual do PP tinha como objetivo discutir o cenário político local e os próximos passos da legenda. O cancelamento foi justificado pela necessidade de cumprimento de agenda parlamentar em Brasília por parte de Eduardo da Fonte.

O partido não informou nova data para a realização da reunião, mas sinalizou que os debates internos sobre estratégia política continuam.

Perspectivas para 2026

Embora o foco imediato esteja na organização partidária e na homologação da federação, o movimento também projeta o cenário eleitoral de 2026.

Com a consolidação da União Progressista, a legenda poderá ampliar seu peso nas negociações políticas, tanto na formação de chapas majoritárias quanto na composição proporcional.

Ao mesmo tempo, a governadora Raquel Lyra deverá enfrentar um cenário competitivo, com diferentes forças políticas buscando protagonismo no Estado.

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