Luciano Duque defende Miguel Coelho e Túlio Gadelha ao Senado na base de Raquel Lyra, mirando equilíbrio político e força regional em Pernambuco.
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| Deputado Luciano Duque defende Miguel Coelho e Túlio Gadelha como pré-candidatos ao Senado na chapa de Raquel Lyra. Foto: Divulgação |
O deputado estadual Luciano Duque (Podemos) defendeu publicamente os nomes do deputado federal Túlio Gadelha (Rede) e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) como pré-candidatos ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSDB) para as eleições de 2026.
A declaração foi dada em meio às articulações políticas que começam a desenhar o cenário eleitoral no estado. Segundo Duque, a composição sugerida busca unir experiência administrativa, representatividade regional e diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
Estratégia reforça presença no Sertão
De acordo com o parlamentar, a presença de Miguel Coelho na chapa majoritária é considerada um movimento “natural e estratégico”. Ex-prefeito de Petrolina por dois mandatos, Miguel é visto como uma das principais lideranças políticas do Sertão do São Francisco.
Além disso, Duque destacou que a eventual candidatura fortalece a construção de um “cinturão sertanejo”, que incluiria lideranças do Pajeú e do São Francisco. O objetivo, segundo ele, seria ampliar a presença política da base governista no interior e contrabalançar o avanço de grupos de oposição nessas regiões.
Por outro lado, analistas políticos avaliam que essa estratégia também pode gerar disputas internas, considerando o interesse de outros grupos em ocupar espaços na chapa majoritária.
Túlio Gadelha representa renovação política
Outro ponto destacado por Luciano Duque foi o nome de Túlio Gadelha para a segunda vaga ao Senado. Para o deputado, o parlamentar federal agrega um perfil de renovação e possui trânsito em setores progressistas.
“Túlio Gadelha seria um nome muito significativo, daria um peso enorme e um verniz muito bom à chapa”, afirmou Duque. Segundo ele, a presença do deputado ampliaria o diálogo com eleitores que não integram tradicionalmente a base do governo estadual.
Especialistas apontam que a eventual inclusão de Gadelha pode representar uma tentativa de equilibrar a chapa entre diferentes espectros ideológicos, ampliando o alcance eleitoral da governadora.
Articulações ainda estão em fase inicial
Apesar das declarações, a definição oficial das candidaturas ao Senado ainda depende de negociações entre partidos aliados e lideranças políticas. Até o momento, nem o Palácio do Campo das Princesas nem os citados confirmaram formalmente a composição sugerida.
Além disso, o cenário eleitoral em Pernambuco segue aberto, com possibilidade de novas alianças e reposicionamentos até o período de convenções partidárias.
A defesa dos nomes de Miguel Coelho e Túlio Gadelha por Luciano Duque evidencia o início das articulações para o Senado em 2026. A proposta busca equilibrar força regional e renovação política, mas ainda depende de negociações dentro da base da governadora Raquel Lyra.

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