Eduardo da Fonte supera disputa com Miguel Coelho na Federação União Progressista e será o candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra.
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| Deputado federal Eduardo da Fonte (PP), será oficializado na convenção deste domingo. Foto: Igor Toscano |
A disputa interna pela indicação ao Senado na Federação União Progressista, formada pelo Progressistas (PP) e União Brasil (UB), chegou ao fim com a vitória política do deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Após semanas de intensas negociações nos bastidores, o parlamentar conquistou a vaga na chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) e será oficializado como candidato ao Senado durante a convenção partidária marcada para este domingo.
O desfecho foi consolidado na noite de sexta-feira (31), quando o presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, anunciou a retirada de sua candidatura ao Senado após uma reunião com a governadora.
Nas redes sociais, Miguel afirmou que sua decisão foi tomada em nome da unidade do grupo político e reafirmou apoio ao projeto de reeleição de Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila Krause (PSD).
"Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de reeleição de Raquel e de Priscila, e que independente de quem fossem os candidatos escolhidos que a gente estaria ao lado dela porque acreditamos no trabalho que ela iniciou em 2023 e vem dando continuidade até agora", declarou.
Disputa movimentou os bastidores da política pernambucana
A definição da candidatura ao Senado foi um dos principais temas das articulações políticas em Pernambuco nas últimas semanas. Eduardo da Fonte e Miguel Coelho disputavam internamente a indicação da Federação União Progressista para integrar a chapa governista.
Embora a governadora Raquel Lyra tenha demonstrado preferência pelo nome de Miguel Coelho em diferentes momentos das negociações, a resistência do Progressistas em abrir mão da vaga acabou prevalecendo.
Segundo informações dos bastidores, Raquel chegou a se reunir com os presidentes nacionais dos dois partidos da federação, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, na tentativa de viabilizar a candidatura de Miguel.
A governadora sustentava que já havia oferecido anteriormente a vaga a Eduardo da Fonte em duas ocasiões e que, diante das negativas recebidas, entendia que Miguel deveria ser o nome escolhido para representar a federação.
Persistência de Eduardo da Fonte foi decisiva
Apesar da articulação conduzida pelo Palácio do Campo das Princesas, Eduardo da Fonte manteve sua candidatura durante todo o processo e não abriu mão da indicação.
Sua permanência na disputa fortaleceu a posição do Progressistas dentro da federação e acabou sendo determinante para a composição final da chapa.
Outro fator considerado nas negociações foi o peso político da Federação União Progressista, que reúne duas das maiores estruturas partidárias do país e possui um dos maiores tempos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Nos bastidores, havia avaliação de que uma ruptura poderia comprometer a unidade da aliança e afetar a estratégia eleitoral da governadora para 2026.
Vitória fortalece espaço do Progressistas
Com a confirmação de Eduardo da Fonte como candidato ao Senado, o Progressistas amplia sua participação na chapa majoritária e reforça sua influência dentro da base aliada do governo estadual.
A indicação também representa uma vitória política pessoal do deputado federal, que resistiu às tentativas de substituição e conseguiu manter sua posição até a definição final.
Ao mesmo tempo, a retirada de Miguel Coelho contribui para reduzir tensões internas e demonstra o esforço da aliança governista para apresentar um discurso de unidade durante a campanha.
Chapa entra na reta final para oficialização
A expectativa agora é pela convenção deste domingo, quando Raquel Lyra deverá oficializar a composição da chapa majoritária para as eleições de 2026.
Com Eduardo da Fonte confirmado para o Senado, a governadora encerra um dos capítulos mais delicados da formação de sua aliança eleitoral, consolidando o entendimento entre PSD, Progressistas e União Brasil às vésperas do início oficial da campanha.
A definição também reorganiza o cenário político estadual e reforça o peso da Federação União Progressista dentro do projeto de reeleição da atual governadora.

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