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75% da população defende proibição das bets no Brasil, aponta pesquisa Atlas

Levantamento Atlas/Bloomberg mostra crescimento da rejeição às apostas online e indica que maioria também apoia restrições à publicidade e ao setor

Bets
Jogos de azar onlines, conhecidas como Bets. Foto: Danilo Paulo/Teletime

A proibição das apostas online, conhecidas como bets, é defendida por 75% dos entrevistados em uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em setembro. O levantamento mostra que 17% são contrários à proibição, enquanto 8% não concordam nem discordam da medida.

A pesquisa ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.

Apoio à proibição cresce desde abril

O percentual de entrevistados favoráveis à proibição aumentou em relação à pesquisa realizada em abril. Naquele levantamento, 73% defendiam o fim das apostas online, enquanto 21% eram contrários e 6% não concordavam nem discordavam.

Agora, o apoio chegou a 75%, enquanto a parcela contrária caiu para 17%. O grupo que não concorda nem discorda passou para 8%.

Os números colocam as bets entre os temas que ganharam espaço no debate público durante as eleições de 2026, com diferentes propostas sendo apresentadas para tratar da atividade.

Maioria vê mais prejuízos do que benefícios

O levantamento também perguntou aos entrevistados como eles avaliam os efeitos das apostas online para a sociedade.

Segundo os dados, 59,9% consideram que as bets trazem somente prejuízos. Outros 28,6% avaliam que as plataformas provocam mais prejuízos do que benefícios.

Somadas, as duas respostas representam 88,5% dos entrevistados que enxergam predominância de efeitos negativos.

Já 5,7% consideram que as apostas trazem benefícios e prejuízos em igual medida. Apenas 0,7% afirmaram que as bets geram somente benefícios e 0,2% disseram que elas proporcionam mais benefícios do que prejuízos. Outros 4,9% não souberam responder.

Publicidade e impostos também entram no debate

A pesquisa Atlas/Bloomberg também avaliou outras formas de intervenção no setor. Segundo os resultados divulgados, 84% dos entrevistados defendem que as empresas de apostas paguem mais impostos.

Além disso, 79% apoiam algum tipo de limitação à publicidade das bets. Os números indicam que a discussão não se concentra apenas na possibilidade de proibição das plataformas, mas também envolve tributação e regras para a divulgação dos serviços.

Bets ganham espaço no debate eleitoral

A discussão sobre as apostas online passou a ocupar espaço nas eleições de 2026, com propostas diferentes entre candidatos e grupos políticos. As alternativas debatidas incluem desde a proibição das plataformas até restrições à publicidade, medidas de prevenção ao endividamento e mecanismos de proteção aos usuários.

O levantamento foi divulgado em um momento de intensificação do debate sobre o funcionamento das bets no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido medidas mais restritivas para o setor, enquanto o governo federal avalia alternativas para alterar as regras atualmente aplicadas às apostas online.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro de 2026.

O levantamento possui margem de erro de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e registrada no TSE sob o protocolo BR-04739/2026.

Os resultados representam as respostas dos entrevistados no período da coleta e não equivalem, por si só, a uma avaliação sobre a eficácia ou os possíveis efeitos de uma eventual proibição das apostas online.

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