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Thiago Medina nega envolvimento em incêndio na UFPE e admite criar grupo anti-Lula

Deputado federal eleito pelo PL afirma que mensagens sobre supostas ameaças a estudantes não pertencem ao grupo criado por ele; Polícia Federal investiga as causas do fogo em prédio da universidade, no Recife

Thiago Medina
Thiago Medina confirma grupo anti-Lula e nega ligação com incêndio na UFPE. Foto: Reprodução/ Instagram Thiago Medina

O deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) negou, nesta quinta-feira (8), qualquer envolvimento no incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele contestou acusações de que teria coordenado ações violentas contra estudantes da instituição, mas confirmou ter criado um grupo de WhatsApp chamado “UFPE anti-Lula”, destinado a combater movimentos estudantis favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação ocorreu após a circulação de capturas de tela de supostas conversas em um grupo de mensagens no qual Medina seria administrador. Entre os registros compartilhados está uma mensagem em que um participante afirma ter “bombas na mala do carro” para confrontar manifestações políticas no Campus Recife da universidade.

O conteúdo provocou repercussão nas redes sociais e passou a ser associado ao deputado. Medina, no entanto, nega que as mensagens tenham sido publicadas no grupo criado por ele e afirma que os registros não comprovam qualquer participação sua em atos violentos.

Deputado confirma criação de grupo contra movimentos pró-Lula

No vídeo divulgado nas redes sociais, Thiago Medina admitiu a criação do grupo “UFPE anti-Lula”. Segundo ele, o objetivo era combater movimentos estudantis favoráveis ao presidente, mas as mensagens que circulam na internet não seriam provenientes desse espaço.

Ao comentar o conteúdo atribuído ao grupo, o parlamentar argumentou que não teria condições de acompanhar todas as conversas e mensagens que circulam em diferentes grupos.

“São dezenas de grupos com centenas de pessoas que falam o tempo todo. E uma pessoa foi lá e falou alguma coisa. Impossível de eu ver. Impossível de eu ver todos os grupos”, declarou.

Medina também levantou a hipótese de que as mensagens tenham sido publicadas por alguém infiltrado no grupo com a intenção de atribuir as declarações a integrantes da direita. A possibilidade foi apresentada pelo próprio deputado, sem comprovação divulgada no material apresentado.

O parlamentar acrescentou que, por ser o administrador do grupo criado por ele, seria o único com permissão para enviar mensagens naquele espaço. Com esse argumento, contestou a autenticidade dos registros que circulam nas redes sociais.

Gleisi Hoffmann compartilhou acusações

A repercussão do caso chegou a figuras nacionais da política. A ex-ministra Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, compartilhou publicações relacionadas às acusações envolvendo o deputado eleito.

Em resposta, Medina anunciou que pretende processar Gleisi e outras pessoas que divulgaram as imagens. Até o momento, as informações apresentadas pelo parlamentar dizem respeito à intenção de adotar medidas judiciais.

A controvérsia envolve a circulação de mensagens com referências a possíveis atos violentos contra manifestações políticas em uma universidade pública. Entretanto, é necessário distinguir o conteúdo atribuído aos participantes do grupo das responsabilidades individuais, que dependem de apuração e de evidências.

Incêndio atingiu prédio da UFPE no Recife

O incêndio ocorreu na noite de quarta-feira (7) e atingiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado no Campus Recife da UFPE, na Zona Oeste da capital pernambucana.

A Polícia Federal (PF) investiga as circunstâncias e as causas do fogo. Até o momento, não é possível afirmar se o incêndio teve origem acidental ou criminosa.

A investigação deverá esclarecer como as chamas começaram e se existe alguma relação entre o episódio e as ameaças mencionadas nas mensagens que circulam nas redes sociais. A eventual conexão entre os fatos, contudo, não deve ser tratada como confirmada antes da apresentação de elementos que a sustentem.

O que se sabe sobre o caso

Até o momento, os fatos relatados indicam que Thiago Medina confirmou a criação de um grupo de WhatsApp contrário a movimentos estudantis favoráveis a Lula, negou que as mensagens com referências a bombas tenham sido publicadas nesse espaço e anunciou que pretende processar pessoas que divulgaram as imagens.

Paralelamente, a Polícia Federal investiga o incêndio no prédio da UFPE. Ainda não há, nas informações disponíveis, uma conclusão sobre a origem do fogo nem comprovação de envolvimento do deputado no episódio.

A definição das causas do incêndio e de eventuais responsabilidades dependerá do resultado das investigações.

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