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RAIVA! QUEM NUNCA?

 





Simplesmente, por algum motivo, não gostamos de determinada pessoa, ou a forma como ela lida com uma situação. Ou mesmo quando alguém nos faz algo indiretamente ou diretamente. Assim, alimentamos um sentimento negativo em relação a ela, tipo um incômodo. Permitimos mudar o nosso estado interno por causa dessa percepção que ela nos faz ter. E a minha pergunta é: quem perde nessa situação?!

Quando alguma situação acontece de um jeito que não almejávamos ou alguém age de forma que não concordamos, costumamos acusar a pessoa pelo sentimento que ela nos fez ou faz sentir: seja de frustração, de mágoa, decepção ou de RAIVA. Porém, se pararmos para pensar a respeito, estamos culpando a pessoa pela forma que nos sentimos.

Se o outro nos provoca algum sentimento, é que já de certa forma, deixamos. As pessoas só fazem conosco aquilo que aceitamos, consciente ou inconscientemente ( estamos falando de emoções). Quando alguém nos faz sentir assim, é porque internamente acreditamos que o que o outro pensa de nós é mais importante do que o que nós mesmos sentimos. Sendo assim, a responsabilidade em relação a como nós nos sentimos é direcionada ao outro, não é nossa. E dependendo do que o outro faz com a gente, descobriremos o domínio que exerce sobre nossas emoções. Vínculos esses que muitas vezes são antigos e sólidos.

Qual o motivo de oferecermos tanto poder ao outro?

Isso acontece porque, ao invés de lidarmos com as nossas próprias emoções e sentimentos, preferimos dar o poder do outro fazê-lo. Ao invés de assumirmos a responsabilidade pelo que sentimos e voltarmos nossos pensamentos ao nosso interior, acabamos concedendo ao outro o consentimento dessas ações. Quem nunca se sentiu acolhido pela sociedade sendo vítima que atire a primeira pedra.

É claro que assumir todo o peso desses sentimentos é algo muito complexo e não estamos acostumados… Culpar o outro pelo que sentimos é uma escapatória automática criada pela nossa mente, age como um mecanismo de defesa. É mais simples, pratico e indolor dizer que o outro tem a responsabilidade de nos fazermos sentir bem ou mal, do que assumir que essa responsabilidade é única e exclusivamente nossa!

Por outro lado, a partir do momento que assumimos essa função, adquirimos a liberdade de decidirmos como iremos nos sentir, independente da atitude da outra pessoa. Isso não é incrível?! Quando sentimos raiva por termos nos abatido, fracassado ou decepcionado com o outro o único prejudicado somos nós mesmos, pelas sensações ruins que esse sentimento desperta por dentro. A psicanalise faz essa ponte, te dando autoconhecimento, te devolvendo as rédeas da tua vida. A raiva expõe a dor do locutor.

Finalizo com a belíssima frase do filósofo e Professor Leandro Karnal, ‘‘Eu só posso me ofender se eu não me conhecer”.

Até a próxima.



Ana Gonçalo.

Contatos para consultas: (81) 993570145

Instagram:@psicanalista_anafreud

anacgcp@gmail.com

 

 

 

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