Federação União Progressista projeta candidatura própria ao Senado em 2026 em Pernambuco, com Eduardo da Fonte citado por Lula da Fonte como possível nome.
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| Lula da Fonte aponta continuidade da aliança com Raquel Lyra em PE. Foto: Divulgação |
A Federação União Progressista, formada por Progressistas (PP) e União Brasil, mantém a perspectiva de lançar candidatura própria ao Senado nas eleições de 2026 em Pernambuco. A afirmação foi feita pelo deputado federal Lula da Fonte (PP) durante entrevista ao Blog Cenário, concedida em Brasília nesta terça-feira (3). Segundo o parlamentar, o grupo trabalha com a possibilidade de indicar o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como nome para disputar a vaga.
De acordo com Lula da Fonte, a estratégia vem sendo construída ao longo do tempo e envolve articulação política e planejamento eleitoral. O parlamentar destacou a trajetória do pai, citando experiência política e atuação em áreas como a saúde pública como fatores que sustentam a pré-candidatura dentro da Federação União Progressista.
Federação União Progressista e o cenário político em Pernambuco
O posicionamento da Federação União Progressista ocorre em um contexto político marcado por alianças distintas no estado. Enquanto o PP, liderado por Lula da Fonte e Eduardo da Fonte, integra a base aliada da governadora Raquel Lyra (PSD), o União Brasil apresenta alinhamentos diferentes em Pernambuco.
Divergências internas entre PP e União Brasil
O União Brasil no estado é influenciado politicamente pela família Coelho. O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho tem demonstrado proximidade com o projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que também desponta como possível candidato ao Senado em 2026. Esse cenário evidencia a existência de diferentes estratégias dentro da federação, refletindo a complexidade das alianças regionais.
Especialistas em ciência política destacam que federações partidárias, previstas pela legislação eleitoral brasileira, permitem a convivência de correntes diversas dentro de uma mesma estrutura nacional, o que pode resultar em posições distintas em estados específicos.
Apoio à governadora Raquel Lyra
Durante a entrevista, Lula da Fonte reafirmou a defesa da manutenção da aliança entre o PP e a governadora Raquel Lyra. O deputado elogiou a condução da gestão estadual, mencionando avanços em áreas como infraestrutura, educação e políticas sociais.
Segundo ele, a Federação União Progressista tem sido cortejada por diferentes projetos políticos em Pernambuco. Mesmo assim, afirmou que a posição do grupo que comanda a agremiação permanece alinhada ao governo estadual. Analistas políticos observam que a disputa por apoio de federações com grande representação parlamentar tende a se intensificar à medida que o calendário eleitoral se aproxima.
Por outro lado, representantes de setores ligados à oposição destacam que o cenário ainda é incerto e pode sofrer alterações conforme as negociações partidárias avancem até 2026. O ambiente político em Pernambuco tem sido marcado por rearranjos frequentes e formação de alianças estratégicas, conforme apontam estudos acadêmicos sobre o sistema partidário brasileiro disponíveis em instituições como a Fundação Getulio Vargas.
Federação e bancada nacional
Além das articulações estaduais, Lula da Fonte ressaltou a dimensão nacional da Federação União Progressista. Segundo ele, a nova composição partidária reúne 108 deputados federais, o que a coloca entre as maiores forças políticas do Congresso Nacional. A federação também possui amplo tempo de televisão e acesso significativo ao fundo partidário.
Na avaliação do deputado, o modelo de federações contribui para reduzir a fragmentação partidária e facilitar a governabilidade. Ele afirmou que a estrutura pode melhorar o diálogo entre Executivo e Legislativo, além de tornar o sistema político mais compreensível para o eleitor.
Especialistas, entretanto, apontam que o impacto das federações ainda está em avaliação e dependerá da coesão interna dos partidos e da capacidade de manter alinhamentos programáticos ao longo do tempo. Estudos do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indicam que a reorganização partidária pode influenciar diretamente o processo legislativo e a formação de maiorias no Congresso.
Atuação da bancada e políticas públicas
O deputado também mencionou iniciativas legislativas aprovadas com participação da bancada, como o Auxílio Gás. Segundo Lula da Fonte, a política contribui para melhorar as condições de vida de famílias de baixa renda e ampliar o acesso a itens essenciais.
Analistas observam que programas sociais costumam ocupar posição central no debate político nacional e influenciam a percepção pública sobre a atuação parlamentar.
Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam a importância de avaliar resultados de políticas públicas com base em indicadores objetivos e relatórios independentes, garantindo transparência e análise crítica sobre sua efetividade.
Perspectivas para as eleições de 2026
Embora a Federação União Progressista sinalize intenção de disputar o Senado, o cenário eleitoral em Pernambuco permanece em construção. Possíveis candidaturas ainda dependem de negociações partidárias, alianças regionais e decisões internas das legendas.
Analistas políticos apontam que a disputa pelo Senado em 2026 deve ser marcada por forte competitividade, considerando a presença de lideranças políticas influentes no estado. Além disso, o posicionamento de federações com grande bancada pode ter impacto significativo na formação de palanques eleitorais e no equilíbrio das forças políticas.
A entrevista de Lula da Fonte reforça a estratégia da Federação União Progressista de buscar protagonismo nas eleições de 2026 em Pernambuco, incluindo a possibilidade de candidatura própria ao Senado com Eduardo da Fonte como nome do grupo. Ao mesmo tempo, o cenário estadual evidencia divergências internas entre PP e União Brasil e disputas por alianças entre projetos políticos distintos.
Enquanto o PP reafirma apoio à governadora Raquel Lyra, setores do União Brasil mantêm aproximação com o projeto de João Campos, demonstrando a complexidade das articulações políticas regionais. O futuro da federação dependerá da capacidade de conciliar interesses internos e consolidar estratégias eleitorais.
Em síntese, o processo eleitoral ainda está em fase inicial, e a definição das candidaturas dependerá de negociações políticas, decisões partidárias e evolução do cenário estadual e nacional até 2026.

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