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PDT negocia Senado para Marília em Pernambuco

PDT negocia candidatura de Marília Arraes ao Senado em Pernambuco e avalia alianças com João Campos ou Raquel Lyra para 2026.

Marília Arraes e Lula
Marília Arraes pode disputar Senado pelo PDT. Foto: Ricardo Stuckert

O PDT negocia Senado para Marília Arraes em Pernambuco e amplia o cenário de articulações para as eleições de outubro de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Segundo Lupi, as conversas com a ex-deputada federal Marília Arraes estão avançadas para que ela dispute uma das duas vagas ao Senado por Pernambuco. A movimentação ocorre em meio a negociações mais amplas envolvendo possíveis alianças estaduais.

Plano A do PDT é compor com João Campos

De acordo com Lupi, o “plano A” do partido no Estado é integrar uma eventual chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), caso ele confirme candidatura ao Governo de Pernambuco.

O dirigente destacou que a prioridade é assegurar espaço para Marília Arraes na chapa majoritária. Entretanto, reconheceu que o número de pré-candidatos ao Senado no campo político de João Campos pode dificultar a acomodação de todos os interessados.

Atualmente, o cenário político pernambucano conta com diversas lideranças buscando protagonismo para 2026, tanto para o Executivo estadual quanto para o Senado. Como são duas vagas em disputa, a definição das chapas exige negociações delicadas.

Possibilidade de aliança com Raquel Lyra

Embora o PDT sinalize preferência por João Campos, Lupi afirmou que o partido não descarta diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD), caso seja necessário para viabilizar a candidatura de Marília ao Senado.

A eventual composição com Raquel Lyra representaria um movimento estratégico relevante, sobretudo porque Marília Arraes fez críticas à governadora desde a eleição estadual de 2022. Além disso, a ex-deputada já declarou alinhamento político com João Campos em ocasiões anteriores.

Especialistas ouvidos por analistas políticos apontam que, em cenários eleitorais competitivos, alianças podem ser redefinidas conforme a viabilidade eleitoral e a construção de chapas majoritárias. Nesse contexto, partidos buscam ampliar tempo de televisão, capilaridade regional e competitividade.

Declarações anteriores e coerência política

A sinalização do PDT ocorre apesar de manifestações públicas anteriores de Marília Arraes indicando proximidade com João Campos. Desde 2022, a ex-deputada manteve postura crítica em relação ao governo estadual.

Diante disso, a possível reconfiguração de alianças pode gerar debates internos e questionamentos sobre coerência política. No entanto, interlocutores partidários argumentam que o foco está na construção de um projeto eleitoral viável.

Até o momento, Marília Arraes não anunciou oficialmente mudança partidária ou candidatura ao Senado. As negociações seguem em curso.

Diálogos com grupo de Túlio Gadelha

Paralelamente, o PDT também mantém conversas com o grupo político ligado ao deputado federal Túlio Gadelha, atualmente filiado à Rede Sustentabilidade.

Túlio confirmou diálogos sobre eventual filiação ao PDT, caso não avance articulação com outras forças partidárias. O movimento amplia o leque de possibilidades para composição de chapas tanto ao Governo quanto ao Senado.

Analistas avaliam que a entrada de novas lideranças pode alterar o equilíbrio interno das legendas e influenciar a formação de coligações. Além disso, mudanças partidárias são comuns no período pré-eleitoral, especialmente diante da chamada “janela partidária”.

O cenário eleitoral em Pernambuco

As eleições de 2026 prometem ser marcadas por forte disputa política em Pernambuco. Além da corrida ao Governo do Estado, duas vagas ao Senado estarão em jogo.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o Estado possui um dos maiores eleitorados do Nordeste, o que torna a disputa estratégica para partidos nacionais. A definição de alianças tende a considerar fatores como desempenho em pesquisas, alianças municipais e histórico eleitoral.

Nos últimos pleitos, Pernambuco apresentou alternância de forças políticas no Executivo estadual e consolidação de novas lideranças. Por isso, partidos buscam construir chapas competitivas e equilibradas regionalmente.

Múltiplos interesses em jogo

A negociação do PDT reflete um contexto mais amplo de rearranjo partidário. De um lado, há a tentativa de consolidar candidaturas com potencial de voto. De outro, existe a necessidade de articulação nacional das legendas.

O próprio Carlos Lupi ressaltou que o objetivo central é garantir espaço na chapa majoritária para Marília Arraes. Entretanto, a definição dependerá das composições políticas e do ambiente eleitoral nos próximos meses.

Por sua vez, lideranças do campo político de João Campos e Raquel Lyra ainda não detalharam oficialmente como pretendem estruturar as chapas para o Senado.

Equilíbrio e incertezas

Apesar das negociações avançadas mencionadas por Lupi, o cenário ainda é considerado preliminar. Até o período de convenções partidárias, mudanças podem ocorrer.

Especialistas em ciência política observam que alianças eleitorais são frequentemente redefinidas conforme o avanço das pesquisas e as estratégias nacionais dos partidos. Assim, embora o PDT negocie Senado para Marília Arraes em Pernambuco, a configuração final dependerá de múltiplos fatores.

O anúncio de negociações avançadas entre o PDT e Marília Arraes adiciona um novo elemento à disputa pelo Senado em Pernambuco em 2026. O partido prioriza aliança com João Campos, mas admite diálogo com Raquel Lyra, caso necessário para viabilizar a candidatura.

Além disso, as conversas com o grupo de Túlio Gadelha ampliam as possibilidades de rearranjo partidário.

Em síntese, o cenário eleitoral pernambucano permanece aberto, marcado por negociações intensas, múltiplos interesses e definições ainda em construção.

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