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PT avalia retirar Marina Silva da disputa ao Senado em SP

PT articula chapa ao Senado em São Paulo e avalia priorizar Márcio França, enquanto Marina Silva perde espaço nos bastidores.

Marina e Haddad
Haddad tenta consenso entre França, Marina e Simone Tebet. Foto: Reprodução

Integrantes do Partido dos Trabalhadores em São Paulo já admitem, nos bastidores, a possibilidade de a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ficar fora da disputa ao Senado nas eleições de 2026. O cenário vem sendo debatido dentro da pré-campanha do ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad ao Governo de São Paulo.

A principal alternativa em discussão atualmente envolve a consolidação do nome do ex-governador e ex-ministro Márcio França como candidato prioritário da base governista para uma das vagas ao Senado no estado.

Nos bastidores, aliados de Haddad avaliam que França ocupa posição estratégica dentro da composição política por ser hoje uma das principais lideranças do Partido Socialista Brasileiro em São Paulo, legenda ligada ao vice-presidente Geraldo Alckmin.

Aliança governista busca equilíbrio político

De acordo com interlocutores ligados à articulação eleitoral, a avaliação interna é de que uma eventual candidatura de Marina Silva poderia enfrentar dificuldades ao longo da campanha, principalmente em um cenário de forte polarização política no estado.

Uma das hipóteses ainda discutidas seria o lançamento simultâneo de três nomes do campo governista ao Senado: Márcio França, Marina Silva e a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Contudo, integrantes da base avaliam que esse formato poderia fragmentar o eleitorado governista e reduzir as chances de consolidação de Marina na disputa.

Aliados próximos de Haddad defendem que França possui maior capacidade de diálogo com diferentes segmentos políticos, incluindo setores de centro, lideranças do interior paulista e grupos ligados à segurança pública.

Segundo integrantes da pré-campanha, o ex-ministro teria menor índice de rejeição em comparação com nomes considerados mais ideológicos dentro do campo da esquerda, além de maior facilidade de negociação com partidos do centrão em São Paulo.

Haddad deve reunir lideranças da aliança

Para tentar construir consenso, Fernando Haddad deve se reunir nos próximos dias com Marina Silva, Márcio França, Simone Tebet e dirigentes partidários da aliança governista.

O objetivo do encontro será discutir os possíveis cenários eleitorais para a disputa estadual de 2026, incluindo a composição majoritária e os espaços destinados aos partidos aliados.

A movimentação ocorre em meio à intensificação das articulações nacionais para as eleições presidenciais e estaduais do próximo ano.

Pesquisas mostram disputa equilibrada

Os levantamentos mais recentes apontam equilíbrio entre os principais nomes ligados à base do governo federal.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de abril mostrou empate técnico entre Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva na liderança da corrida ao Senado em São Paulo.

Já levantamento AtlasIntel em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, publicado em março, apontou Simone Tebet, o secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite e Marina Silva tecnicamente empatados nas primeiras posições.

Analistas políticos avaliam que o cenário ainda permanece aberto, especialmente porque as definições oficiais das candidaturas devem ocorrer apenas durante o período das convenções partidárias.

Contexto político em São Paulo

São Paulo concentra um dos cenários eleitorais mais estratégicos do país devido ao tamanho do eleitorado e ao peso político nacional do estado.

A disputa pelo Senado tende a ganhar relevância adicional em 2026 porque partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam ampliar presença na Casa Legislativa.

Ao mesmo tempo, lideranças do campo conservador também articulam nomes competitivos para a eleição paulista.

Nesse contexto, a definição da chapa governista poderá influenciar diretamente as alianças estaduais e nacionais da eleição presidencial.

Cenário segue indefinido

Apesar das avaliações internas já circularem entre dirigentes partidários, integrantes da base governista afirmam que nenhuma decisão oficial foi tomada até o momento.

A tendência é que as negociações avancem ao longo dos próximos meses, à medida que novas pesquisas eleitorais forem divulgadas e os partidos consolidarem suas estratégias para 2026.

Até lá, Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet seguem como nomes centrais nas discussões da aliança ligada ao governo federal em São Paulo.

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