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Pernambuco lidera crescimento econômico no Brasil em 2026

 Pernambuco lidera crescimento econômico em 2026, com alta de 5,32% até julho, segundo o Banco Central, acima das médias do Brasil e do Nordeste.


Pernambuco supera Brasil e Nordeste em crescimento econômico
Pernambuco registra alta de 5,32% na economia em 2026. Foto: Divulgação/SDEC

Pernambuco registrou o maior crescimento da atividade econômica entre as 17 unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central no acumulado de janeiro a julho de 2026.

O estado apresentou expansão de 5,32% na comparação com os sete primeiros meses de 2025. O desempenho ficou mais de três vezes acima do crescimento registrado pelo Brasil, de 1,50%, e aproximadamente o dobro da expansão do Nordeste, de 2,67%.

O IBCR é um indicador elaborado pelo Banco Central para acompanhar o comportamento da atividade econômica regional. A série de Pernambuco integra a base oficial de indicadores econômicos da instituição.

Indústria e comércio impulsionam resultado

Entre os setores que contribuíram para o desempenho pernambucano está a indústria. De janeiro a julho, a produção industrial do estado cresceu 16,5%, segundo os dados apresentados no levantamento.

O resultado colocou Pernambuco com a segunda maior alta entre os estados brasileiros nesse indicador.

O comércio varejista restrito também apresentou crescimento expressivo. A expansão foi de 10,4% no acumulado do ano, segundo os dados divulgados, o maior avanço registrado entre os estados no período.

Os números indicam que o desempenho econômico estadual não ficou concentrado em apenas uma frente. Indústria e comércio aparecem entre os principais segmentos associados à expansão registrada no período.

Pernambuco supera média nacional

O desempenho estadual também se destaca na comparação com o comportamento da economia brasileira.

Enquanto Pernambuco acumulou crescimento de 5,32% entre janeiro e julho, o país registrou alta de 1,50%. A diferença foi de 3,82 pontos percentuais.

Na comparação com o Nordeste, a vantagem também foi significativa. A região apresentou crescimento de 2,67%, aproximadamente metade do resultado registrado por Pernambuco.

Depois do estado, aparecem, no recorte apresentado, Rio de Janeiro, com 4,94%; Espírito Santo, com 4,53%; e Mato Grosso do Sul, com 4,50%.

Crescimento também aparece no acumulado de 12 meses

Considerando os 12 meses encerrados em julho, entre agosto de 2025 e julho de 2026, Pernambuco acumulou crescimento de 3,63% na atividade econômica.

Nesse recorte, o estado aparece com o quarto maior avanço entre as unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central e mantém a liderança entre os estados nordestinos.

O resultado nacional no mesmo intervalo foi de 1,48%, segundo os dados apresentados.

A diferença entre os recortes mostra que o ritmo de expansão pernambucano permanece acima da média brasileira mesmo quando é considerada uma janela de 12 meses, e não apenas o acumulado de 2026.

Atividade econômica cresce no segundo trimestre

Outro dado apresentado é o comportamento mais recente da atividade econômica.

Entre maio e julho, Pernambuco registrou crescimento de 0,59% em relação aos três meses anteriores. No mesmo período, o Brasil apresentou retração de 0,30%.

O indicador trimestral ajuda a observar o ritmo da economia para além do resultado acumulado no ano. Nesse recorte, Pernambuco também apresentou desempenho positivo, enquanto a atividade nacional recuou.

Os números, porém, não significam que todos os setores tenham apresentado o mesmo comportamento. A própria avaliação divulgada pelo governo estadual destaca a necessidade de acompanhar segmentos com resultados mais modestos.

Pernambuco registra 14.590 novas empresas em julho

O ambiente de negócios também aparece entre os dados relacionados ao desempenho econômico de Pernambuco.

Em julho de 2026, o estado registrou 14.590 novas empresas, de acordo com o levantamento apresentado. O número representa o maior resultado para o mês desde 2012.

O estoque de empresas ativas também ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 800 mil.

A abertura de empresas é um indicador complementar para acompanhar a movimentação econômica, mas não deve ser interpretada isoladamente como medida de crescimento do Produto Interno Bruto. O IBCR e os indicadores setoriais possuem metodologias próprias.

Governo avalia desempenho da economia de Pernambuco

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, afirmou que o resultado reflete a contribuição de diferentes setores da economia estadual.

“Os dados mostram uma trajetória positiva da atividade econômica de Pernambuco no acumulado do ano, com destaque para o desempenho da indústria e do comércio.”

Segundo a secretária, o governo também acompanha setores que apresentam resultados mais modestos para compreender os movimentos da economia e contribuir para um ambiente favorável à atividade econômica e aos investimentos.

A declaração faz parte da avaliação oficial sobre os resultados divulgados.

Dados anteriores do IBCR passaram por revisão

Os resultados do Banco Central também passaram por revisão em relação às estimativas anteriores.

Segundo as informações divulgadas pelo governo estadual, o crescimento de Pernambuco no primeiro semestre de 2026 havia sido estimado anteriormente em 4,47%. Após a atualização dos dados, o resultado passou para aproximadamente 5,9%.

Revisões são parte do processo de atualização das estatísticas econômicas. Por isso, resultados preliminares podem ser modificados à medida que novas informações são incorporadas às séries.

A base de dados do Banco Central informa que o IBCR é uma série mensal e que sua divulgação ocorre com defasagem aproximada de 45 dias em relação ao mês de referência.

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) é utilizado pelo Banco Central para acompanhar o nível de atividade econômica nos estados e regiões. O indicador reúne informações relacionadas ao comportamento da economia regional e funciona como referência para o acompanhamento conjuntural.

O IBCR não substitui o Produto Interno Bruto (PIB), que possui metodologia própria e é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, o resultado do índice deve ser interpretado como um indicador de atividade econômica de curto prazo.

O desempenho de Pernambuco em 2026 ocorre após um período em que o estado também havia registrado resultados superiores às médias nacional e regional. Em dados divulgados anteriormente, referentes ao acumulado de janeiro a abril, o estado havia apresentado crescimento de 5,9%, contra 3,2% do Nordeste e 1,3% do Brasil.

A atualização dos dados reforça a importância de utilizar sempre o período de referência mais recente ao comparar o desempenho econômico estadual.

Os dados mais recentes mostram que Pernambuco lidera crescimento econômico entre as unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central no acumulado de janeiro a julho de 2026, com alta de 5,32%.

O resultado foi sustentado por avanços expressivos em setores como indústria e comércio e veio acompanhado de um aumento no número de novas empresas abertas no estado.

A trajetória, contudo, continuará sendo acompanhada por meio das próximas divulgações do IBCR e dos indicadores setoriais. Como os dados econômicos podem passar por revisões, novas atualizações do Banco Central poderão alterar os resultados apresentados.

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