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Candidaturas femininas representam 34,9% em 2026

 Candidaturas femininas representam 34,9% dos registros nas eleições de 2026. Pretos e pardos somam 49,7%; veja o perfil dos candidatos.


Candidaturas femininas seguem em um terço em 2026
Candidaturas femininas ainda são minoria em 2026.Foto: Daiana, Bruna, Dani, Leci e Olívia. Fotos: Reprodução


As candidaturas femininas correspondem a 34,9% dos registros nas eleições gerais de 2026. De acordo com os dados analisados pela Folha, são 7.156 mulheres entre os 20.530 candidatos registrados na base considerada pelo levantamento. Os homens somam 13.374 registros.

O percentual representa uma pequena alta em relação a 2022, quando as mulheres correspondiam a 33,8% das candidaturas. Desde 2014, a participação feminina cresceu 3,8 pontos percentuais, mas permanece próxima de um terço do total.

Os números são referentes aos pedidos de registro apresentados à Justiça Eleitoral. Portanto, ainda podem ocorrer alterações por decisões judiciais, desistências, falecimentos ou substituições de candidatos. O TSE mantém uma base de dados atualizada sobre os registros eleitorais.

Mulheres ainda têm menor presença nas disputas majoritárias

A diferença aparece de forma mais acentuada quando os dados são separados por cargo. Nas eleições de 2026, as mulheres representam 16,8% das candidaturas para governador, segundo o levantamento da Folha. Para vice-governador, a participação feminina chega a 42,6%.

Na disputa presidencial, a proporção também é reduzida. Das 13 candidaturas registradas à Presidência consideradas pela reportagem, duas são de mulheres: Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC).

O cenário mostra que a participação feminina não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes cargos. As mulheres aparecem em proporção maior como candidatas a vice do que como titulares de chapas majoritárias.

Participação de pretos e pardos fica perto de 50%

O levantamento também mostra uma pequena alteração na composição racial das candidaturas. Pretos e pardos representam 49,7% dos registros, ante 50,3% nas eleições de 2022, de acordo com os dados apresentados pela Folha.

Na distribuição detalhada, 36,1% dos candidatos se autodeclararam pardos e 13,6%, pretos. A soma chega a aproximadamente metade das candidaturas.

O percentual ainda fica abaixo da participação de pretos e pardos na população brasileira. Segundo o IBGE, os dois grupos representam 55,6% da população, conforme os dados citados na reportagem.

O TSE também acompanha a evolução da representatividade racial nas eleições. Em diagnóstico divulgado em 2026, o tribunal apontou mudanças na composição das candidaturas e destacou a influência das regras de financiamento sobre a participação de pessoas negras na disputa eleitoral.

Perfil dos candidatos inclui idade, escolaridade e profissão

Os registros também permitem identificar outras características dos candidatos. A faixa etária mais numerosa em 2026 é a de 45 a 49 anos, com 3.547 postulantes.

Em relação à escolaridade, 58,6% dos candidatos informaram ter ensino superior completo. Uma parcela de 0,4% declarou apenas saber ler e escrever.

Entre as profissões informadas, empresários formam o grupo mais numeroso, com 12,5% dos candidatos. Depois aparecem advogados, deputados, vereadores e policiais militares.

Os dados mostram, portanto, um universo de candidatos majoritariamente composto por pessoas adultas e com elevada participação de indivíduos com ensino superior completo.

Número total de candidatos caiu em 2026

A participação percentual das mulheres ocorre em um cenário de forte redução no número total de candidaturas. Segundo levantamento da Folha, as eleições de 2026 registram cerca de 20,5 mil candidatos, aproximadamente 30% menos que em 2022.

A redução está concentrada principalmente nas disputas proporcionais. O número de candidatos a deputado federal caiu de 10.630 em 2022 para 7.636 em 2026. Para deputado estadual e distrital, a quantidade passou de 17.347 para 11.523.

O TSE atribui a organização do processo de registro às regras eleitorais e utiliza sistemas próprios para receber e processar as informações apresentadas por partidos, federações e coligações. O pedido de registro, entretanto, não significa que a candidatura já esteja definitivamente deferida.

Regras eleitorais estabelecem participação mínima de mulheres

A legislação eleitoral estabelece uma reserva mínima de candidaturas por gênero nas eleições proporcionais. O percentual mínimo de 30% para candidaturas femininas passou a ser aplicado a partir da mudança legislativa que entrou em vigor para as eleições de 2010.

Além da quantidade de candidaturas, o financiamento eleitoral também possui regras específicas. O TSE informa que partidos devem observar critérios de distribuição de recursos e de propaganda relacionados à participação feminina e racial.

Em 2026, o próprio TSE lançou uma campanha nacional para incentivar candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. A iniciativa foi divulgada pelo tribunal como parte das ações voltadas ao enfrentamento da sub-representação política.

Perfil racial também é acompanhado pela Justiça Eleitoral

A autodeclaração de cor ou raça passou a integrar de forma sistemática os dados eleitorais e permite acompanhar a composição racial das candidaturas. O TSE disponibiliza essas informações em seus sistemas de divulgação de candidaturas e contas eleitorais.

O Ministério da Igualdade Racial também utiliza dados do TSE para acompanhar a presença de diferentes grupos nos processos eleitorais. A plataforma permite consultas por sexo, cor ou raça, idade, escolaridade, território, partido e cargo.

Assim, os dados de 2026 permitem analisar não apenas quantos candidatos estão na disputa, mas também como as candidaturas se distribuem entre diferentes grupos da população.

A evolução da representatividade

A participação feminina nas eleições nacionais aumentou ao longo das últimas décadas, mas o crescimento ocorreu de forma gradual. O próprio TSE aponta que as candidaturas de mulheres chegaram a aproximadamente 32% em 2018 e 34% em 2022.

Nas eleições de 2026, o percentual de 34,9% mantém as candidaturas femininas próximas do patamar observado nos dois pleitos nacionais anteriores.

No recorte racial, o TSE também registra crescimento da participação de candidatos negros ao longo dos últimos ciclos eleitorais. Em 2018, pessoas pretas e pardas representavam aproximadamente 46% das candidaturas; em 2022, chegaram a cerca de 50%.

É importante diferenciar, entretanto, participação nas candidaturas de ocupação de cargos eletivos. O registro de uma candidatura não significa eleição, e a composição final do Congresso Nacional e dos governos dependerá dos resultados das urnas e da posterior diplomação.

Participação feminina segue em foco

As candidaturas femininas chegam a 34,9% dos registros para as eleições de 2026, mantendo a participação das mulheres próxima de um terço dos concorrentes. O percentual representa avanço em relação a 2014, mas pouca mudança diante dos pleitos nacionais mais recentes.

Os dados também apontam que pretos e pardos representam cerca de metade das candidaturas, enquanto a maioria dos concorrentes tem entre 45 e 49 anos e 58,6% declararam ensino superior completo.

Como os registros ainda passam por análise da Justiça Eleitoral, os números podem sofrer alterações. A base oficial do TSE é atualizada regularmente e permite acompanhar eventuais mudanças até a definição das candidaturas.

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