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Lula em Nova York se reúne com Orsi, Mamdani e Sanders

 Lula em Nova York reúne Orsi, Mamdani e Sanders antes de abrir a Assembleia da ONU na terça (22), em agenda com foco na diplomacia internacional.


Lula encontra líderes políticos antes de discurso na ONU
Lula se reúne com Orsi, Mamdani e Sanders nesta segunda. Foto: Ricardo Stuckert

Lula chegou a Nova York no domingo (20) para participar da Assembleia Geral da ONU. Nesta segunda-feira (21), o presidente concentra os compromissos na cidade antes do principal discurso de sua viagem, marcado para a manhã de terça-feira (22).

Segundo a agenda divulgada, o encontro com Yamandú Orsi está previsto para a manhã. Na sequência, Lula deve receber Zohran Mamdani. No fim do dia, está prevista uma reunião com Bernie Sanders.

Parte dos compromissos ocorre na residência do representante permanente do Brasil junto à ONU, Sérgio Danese, onde Lula está hospedado durante a passagem por Nova York.

Lula se reúne com Orsi, Mamdani e Sanders

A reunião com Yamandú Orsi ocorre no contexto das relações entre Brasil e Uruguai. Orsi assumiu a Presidência uruguaia em março de 2025 e mantém interlocução com o governo brasileiro.

Lula também tem encontro marcado com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York. Mamdani assumiu o cargo em janeiro de 2026 e é identificado politicamente com o socialismo democrático nos Estados Unidos.

O terceiro encontro previsto é com Bernie Sanders, senador independente pelo estado de Vermont e uma das figuras mais conhecidas da ala progressista da política norte-americana.

Os detalhes de todos os temas que serão tratados nas reuniões não foram divulgados integralmente.

Discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU

Na terça-feira (22), Lula fará o discurso de abertura do debate geral da Assembleia Geral da ONU. O Brasil mantém a tradição de ser o primeiro país a discursar nessa etapa do encontro, seguido pelos Estados Unidos.

Entre os temas associados à preparação do pronunciamento estão o multilateralismo, a soberania dos países, a governança global, conflitos internacionais, mudanças climáticas e questões relacionadas à atuação das instituições multilaterais.

A Assembleia de 2026 ocorre sob o tema “Restoring Trust, Managing Transformation: A United Nations That Delivers for All”, que aborda a necessidade de recuperar a confiança nas instituições e enfrentar transformações globais.

Relação com os Estados Unidos também está no radar

A passagem de Lula por Nova York ocorre em um momento de atenção às relações entre Brasil e Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, também estará na cidade para participar da Assembleia Geral.

Até o momento, porém, não há uma reunião bilateral oficial entre Lula e Trump incluída na agenda divulgada. Os dois deverão discursar na abertura do debate geral na terça-feira, com Lula previsto para falar antes do presidente norte-americano.

A possibilidade de um contato entre os dois nos bastidores da ONU é mencionada por veículos que acompanham a agenda presidencial, mas não há confirmação oficial de uma reunião.

Por que o Brasil abre o debate da ONU

A posição brasileira na abertura da Assembleia Geral é uma tradição diplomática consolidada. O país costuma fazer o primeiro discurso entre os chefes de Estado, seguido pelos Estados Unidos.

A prática não decorre de uma regra formal que determine permanentemente essa ordem. Há diferentes explicações históricas para a tradição, incluindo a participação brasileira nas primeiras sessões da ONU e o papel do diplomata Oswaldo Aranha.

A posição também confere ao presidente brasileiro uma das primeiras oportunidades de apresentar a visão do país diante de líderes de dezenas de nações reunidos em Nova York.

A agenda internacional de Lula

Além dos encontros bilaterais, a participação na Assembleia Geral permite ao governo brasileiro tratar de temas de interesse da política externa. A edição de 2026 reúne chefes de Estado em meio a conflitos internacionais, discussões sobre mudanças climáticas, inteligência artificial e questionamentos sobre o funcionamento das instituições multilaterais.

A ONU também enfrenta desafios financeiros e debates sobre reformas institucionais, incluindo propostas relacionadas ao Conselho de Segurança. O Brasil historicamente defende mudanças na estrutura de governança da organização.

A programação de Lula em Nova York, portanto, combina reuniões bilaterais com a preparação para um pronunciamento de alcance internacional.

A Assembleia Geral da ONU reúne anualmente representantes dos países-membros para discutir temas da agenda internacional. O debate de alto nível começa nesta terça-feira (22), em Nova York.

A edição de 2026 ocorre em um cenário marcado por conflitos internacionais, mudanças climáticas, avanços tecnológicos e discussões sobre o papel das instituições multilaterais. Segundo a Reuters, a inteligência artificial está entre os assuntos que devem receber atenção durante a reunião.

O Brasil ocupa posição tradicionalmente destacada na abertura dos debates. Lula volta a utilizar a tribuna da ONU para apresentar as prioridades brasileiras em política externa e abordar questões de interesse internacional.

Lula em Nova York cumpre nesta segunda-feira (21) uma agenda de reuniões com Yamandú Orsi, Zohran Mamdani e Bernie Sanders antes de abrir, na terça-feira (22), o debate geral da Assembleia Geral da ONU.

A passagem pela cidade também ocorre em meio à presença de Donald Trump na Assembleia, embora não exista, até o momento, uma reunião bilateral oficial entre os dois presidentes.

O principal compromisso de Lula será o discurso na ONU, que deverá concentrar a atenção da agenda brasileira na terça-feira.





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