Susy Aponte é assassinada a tiros no Peru, e a Promotoria investiga o crime como possível assassinato por encomenda.
| Susy Aponte, jornalista e candidata, é morta no Peru. Foto: Reprodução/Facebook |
Susy Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi atacada por um homem armado enquanto participava de uma atividade eleitoral em Caraz, no departamento de Áncash. O crime ocorreu por volta das 12h40 de sábado (19), segundo informações divulgadas pelas autoridades e veículos de imprensa peruanos.
A candidata estava em uma área de mercado, na região da avenida Ramón Castilla, quando foi atingida pelos disparos. Ela não resistiu aos ferimentos.
O ataque também deixou outras pessoas feridas. Fontes consultadas informaram números diferentes nas primeiras horas da apuração, mas as informações posteriores das autoridades apontaram para cinco feridos, com parte deles encaminhada para atendimento médico em Huaraz.
Quem era Susy Aponte
Susy Aponte era jornalista e mantinha o projeto informativo China Polo Dominical, por meio do qual publicava conteúdos e denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção, incluindo assuntos relacionados à atuação de agentes públicos e policiais.
Ela também concorria ao Governo Regional de Áncash pelo movimento Socios por Áncash nas eleições regionais e municipais de 2026.
Há divergência entre as fontes consultadas sobre sua idade. RPP e o Instituto Prensa y Sociedad informaram 43 anos, enquanto CNN Brasil, DW e outros veículos registraram 44 anos. Por essa razão, o dado deve ser tratado com ressalva.
Susy Aponte havia relatado ameaças
Antes do assassinato, Aponte havia divulgado publicamente que estaria recebendo ameaças. Segundo relatos reproduzidos por veículos como CNN Brasil, El País e RPP, a jornalista afirmou ter recebido ligações que partiram de estabelecimentos penitenciários.
Ela também havia feito acusações públicas envolvendo integrantes da Polícia Nacional do Peru. Essas declarações fazem parte do contexto investigativo, mas não comprovam que as ameaças anteriores tenham relação com o assassinato.
O Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), entidade voltada à defesa da liberdade de imprensa no Peru, afirmou que a polícia ainda precisava esclarecer se o crime estava relacionado à atividade jornalística de Aponte, a disputas políticas ou a outro motivo.
Fiscalía investiga Susy Aponte como presunto sicariato
A investigação começou sendo tratada preliminarmente como possível feminicídio. Posteriormente, a Segunda Fiscalía Provincial Penal Corporativa de Huaylas assumiu o caso e reclassificou a investigação como presunto sicariato.
Entre as diligências estão a coleta de depoimentos das pessoas feridas, análise de câmeras de segurança, perícias relacionadas ao uso de arma de fogo e a necropsia de Aponte.
A mudança na classificação significa que os investigadores passaram a trabalhar com a hipótese de um assassinato por encomenda. Isso ainda é uma hipótese investigativa e não uma conclusão definitiva sobre a motivação ou os mandantes do crime.
Três pessoas são apontadas como suspeitas
O fiscal da Nação do Peru, Tomás Gálvez, informou em 20 de setembro que três pessoas haviam sido detidas por suspeita de participação no crime. Segundo ele, entre os investigados estariam o suposto autor material, um possível financiador e uma pessoa que teria transportado o atacante.
Entretanto, uma comunicação do Ministério Público divulgada no mesmo período identificava dois detidos em flagrante: Luis Iván Obispo Díaz e Ronald José Toro Artila.
A diferença decorre da atualização das informações durante as primeiras diligências. As autoridades ainda investigam o grau de participação de cada suspeito e buscam esclarecer quem teria planejado ou ordenado o ataque.
O que dizem as autoridades eleitorais
O assassinato ocorreu poucas semanas antes das eleições regionais e municipais previstas para 4 de outubro no Peru.
O Jurado Nacional de Elecciones (JNE) condenou o assassinato de Aponte e pediu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte e estabelecer as responsabilidades correspondentes.
A Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) também se manifestou sobre o crime. O episódio provocou repercussão entre entidades jornalísticas e instituições ligadas ao processo eleitoral peruano.
Investigação deve esclarecer a motivação
Até o momento, não há conclusão oficial sobre a motivação do assassinato. A atividade jornalística de Aponte, as ameaças que ela havia relatado e sua participação na disputa pelo governo regional aparecem no contexto do caso, mas não permitem, isoladamente, estabelecer uma relação causal.
A Fiscalía trabalha para identificar todos os envolvidos e determinar como o ataque foi planejado. As autoridades também buscam esclarecer se houve um mandante e qual teria sido a motivação.
O caso permanece em investigação, e novas informações oficiais podem alterar o quadro divulgado nos primeiros dias após o crime.
O assassinato de Susy Aponte ocorreu durante a campanha para as eleições regionais e municipais de 2026. Ela disputava o Governo Regional de Áncash pelo movimento Socios por Áncash.
Aponte também tinha atuação jornalística e utilizava seu programa informativo para divulgar denúncias e questionamentos sobre assuntos públicos. Segundo o IPYS, ela havia alertado anteriormente sobre ameaças contra sua vida.
O episódio levou entidades de imprensa e organismos eleitorais a cobrar esclarecimentos. O Conselho da Imprensa Peruana pediu uma investigação aprofundada para determinar a motivação e as responsabilidades pelo assassinato.
No âmbito policial e judicial, a investigação avançou para a hipótese de presunto sicariato. A confirmação definitiva da autoria intelectual e da motivação, porém, depende das diligências conduzidas pelo Ministério Público e pela polícia.
Susy Aponte foi assassinada a tiros durante uma atividade de campanha em Caraz, no Peru, em um crime que também deixou feridos. Jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, ela havia relatado ameaças antes de sua morte.
A Fiscalía passou a investigar o caso como presunto sicariato e as autoridades informaram a detenção de suspeitos. O principal ponto ainda em aberto é esclarecer a motivação do crime e identificar, caso existam, os responsáveis por sua organização.
A investigação continua e novas informações oficiais poderão esclarecer a participação de cada suspeito e as circunstâncias que levaram ao assassinato.
0 Comentários